O noticiário de hoje anuncia a morte de mais um dos jovens que, no Domingo passado, viram as suas vidas desaparecer no pilar de uma ponte da variante que liga Braga a Prado.
Mais do que perceber o porquê do acindente acho que se devia reflectir sobre as condições em que muitos jovens são transportados no desporto amador. Enquanto os "grandalhões" do futebol profissional são presenteados por grandes prémios de jogo e transportados, ora em camionetas com ar condicionado e bar, ora em 1ª classe dos aviões, outros jovens, que correm pelo amor a camisola e a vontade de jogar e ser alguém pelos pés, são transportados em carrinhas sem seguro e cintos de segurança, como se de um transporte de animais se tratasse...
Uns viram a sua exibição nesta vida interrompida por um vermelho directo ainda no aquecimento, outros ficaram tatuados no peito com a imagem da morte dos companheiros...
Por acreditar que dos momentos maus se devem tirar lições, espero que, responsáveis dos clubes e poder político saibam tirar daqui as devidas conclusões... Legislem, financiem, proíbam, façam o que acharem melhor... Mas não deixem que o bonito de ver alguém correr por amor à camisola termine numa grande tragédia...
NA
19 março 2006
O acidente da semana passada...
16 março 2006
A crise selectiva...
Ontem, Quarta-Feira (16 de Março), ouvi na rádio que a Porsche pensa abrir em Portugal mais dois "stands" da marca (sei que um será em Leiria e o outro não sei onde será). Segunda a informação, a marca vendeu até ao final do mês de Fevereiro 50 carros em Portugal e prevê vender mais 300 até ao final do ano (um total de 350 carros em 2006).
Segundo a marca, o nosso país tem muita tendência e condições para comprar carros deste estilo.
Desde ja queria dar os parabéns ao Sr. Ministro responsável pela área do turismo... Tal como uma familia hospitaleira, quando recebe pessoas em casa, evita as discussões familiares em frente das visitas, também o nosso país teve a capacidade de mostrar aos estranjas uma realidade que nós que aqui vivemos diariamente não conhecemos...
Será que com essas confusões que há pelo mundo fora das pessoas não saberem onde é Portugal estes investidores andaram a sondar o mercado espanhol e tiraram conclusões sobre o nosso país? Ou será que já alguém lhes disse que em Portugal a aquisição de bens de elevado valor e proporcional às dívidas que as pessoas têm?
Aqui fica um aviso: "Se tens mais de 18 anos, carta de condução, não tens onde cair morto, mas uma vontade enorme de comprar um Porsche, alista-te na força aerea que isso passa..."
NA
15 março 2006
Onde fica?
13 março 2006
Mais nuclear...
Esta manhã quando abri o blog apanhei um susto... Antes de o abrir pensei vou la dar uma olhadela so para ver se há algo de novo, o que tem sido raro nos últimos tempos... Quando abri o site deparei-me com uma "descarga mental" (no bom sentido). Muito bem, assim vale a pena participar num blog.
Quanto ao nuclear acho que o Pedro levantou uma questão bastante interessante... De facto tem, nos ultimos tempos, regressado a praça pública o debate sobre a energia nuclear. Nos últimos tempos tinha ficado esquecido no tempo o assunto... Na verdade, so agora quando paises como a India, a China e o Brasil (que ja vai construi o seu terceiro reactor nuclear, os dois primeiros chamam-se Angra I e Anga II) se lancaram de cabeça na tecnologia nuclear e com a proposta de um empresário português para lançar um negocio do estilo em Portugal, se voltou a falar do assunto.
De facto a India, China e Brasil são, no entender dos mais atentos ao mundo dos investimentos, os países que mais prometem para o século XXI. No entanto, países como os Estados Unidos estão a abandonar a ideia do nuclear (penso que foi no estado de New York que recentemente se fechou uma central nuclear acabada de construir).
Mas afinal quais são as vantagens e desvantagens do nuclear. Bem como vantagens já são muito conhecidas, na verdade a energia nuclear apresenta menor custo por kWh (para ter uma ideia e a energia necessária para manter o vosso forno a trabalhar durante uma hora) do que a energia obtida das centrais termicas (gas e carvao), para além disso, Portugal tem grandes quantidades de Urânio o que é a matéria prima para a central nuclear (ao contrário do petróleo e do gás natural que temos que comprar a outros paises). Estas e outras vantagens estão bem apresentadas no texto do Pedro.
No entanto acho que faltou a prespectiva contrária... O Pedro falou do lixo resultante do processo nuclear, mas e preciso deixar bem claro que este não é um problema menor... É um problema sério. Na verdade os produtos da reacção nuclear são elementos altamente perigosos e que devem ser muito bem guardados. O problema e que qualquer manual do tipo: "Centrais nucleares for Dummies" indica que e necessarios enterrar o material num solo com baixa actividade geologica para garantir que não vai haver estragos... O problema e que isso não é uma solução. Enterrar os problemas nunca resolveu nada, e por muito que me digam que o resultado disso não vai fazer ser sentido na nossa geração não me deixa mais descansado... Eu não quero que no futuro olhem para mim da mesma forma que eu hoje olho para a Eva, que por causa de um pecado menor andamos todos aqui a pagar... ;)
Para além do problema dos residuos surge tambem o problema de toda a poluição associada ao processo de enriquecimento de Urânio (obtencao do isotopo necessario a reaccao nuclear), uma das componentes mais poluentes do processo de produção de energia nuclear. A maioria dos estudos de impacto ambiental só entra em linha de conta com o processo dentro da própria central. O processo de enriquecimento de urânio ocorre antes da chegada a central, apenas 1/4 do minério recolhido na mina é aproveitado para ser enriquecido, este processo gasta ainda grandes quantidades de água.
Há ainda o problema da construção da própria central, já que uma central nuclear é contruída com muitos metais pesados (número atómico elevado e nao peso propriamente dito), que são altamente poluentes.
No que toca a situacao portuguesa ainda ha o problema de so haver dois fisicos portugueses capazes de gerir uma central nuclear, e se estamos a construir uma tecnologia para dar emprego aos outros não estamos a resolver um problema nacional... (esta opiniao pode ser bairrista mas os americanos tambem sao e chegam onde chegam).
Antes de estar de acordo com o nuclear preciso de saber se: a energia das marés não é uma boa solução para um país com uma costa bastante extensa, se a energia eolica e, ou nao outra solucao, e se depois de construir todas as centrais de energias alternativas que a comunidade europeia obriga continua a justificar uma solução como a nuclear para o consumo energetico que se tem hoje e que se pode vir a ter daqui a 100 anos.
Fico atento a mais assuntos neste blog,
NA
P.S. Um abraço também para ti Pedro e assinem para se saber quem escreveu.
12 março 2006
Nuclear ganhou terreno, by Pedro Almeida
"O consumo de energia nuclear para produzir electricidade ganhou terreno no ano passado, ao subir 4,4%, após perder 2% no ano anterior. O Japão, o Canadá e a China lideraram as subidas no recurso a esta forma de energia, mas os Estados Unidos mantiveram-se como o país com maior quota de nuclear (quase um terço do total mundial). Na Europa, vários dos países ricos continuaram a desinvestir nesta tecnologia no Reino Unido, por exemplo, caiu 10% e na Holanda perdeu 4,8%. Outros, como Suécia, a Roménia ou a Hungria, consumiram mais nuclear. Do outro lado do Atlântico, também o Brasil e o México diminuíram o recurso a electricidade produzida a partir de centrais nucleares".
In JN
Será que devemos aderir à energia nuclear como forma de diminuirmos a nossa dependência da energia proveniente do petróleo e do gás natural? Quais as vantagens?
Penso que em relação e este ponto poderemos discutir os impactes (impactos - cada um usa o que quer) ambientais da implementação da energia nuclear no nosso país. Poderemos discutir a estratégia a seguir, nunca esquecendo que sempre que se fala de aspectos ambientais temos que pensar sempre no que faz menos mal, dado que impactes haverá sempre, mesmo na implementação de energias consideradas limpas ou renováveis. Deste modo, e colocando o nosso pensamento ao nível do que irá acontecer na próxima década, obtemos o seguinte:
. preço dos combustíveis fósseis a subir, dada que a crescente procura por parte da população não irá ser acompanhada pela curva da oferta; o Homem tem solucionado este problema com mais e melhor tecnologia, indo "buscar" om petróleo mais fundo, mais longe e em locais cada vez mais inacessíveis. Contudo tudo tem um limite;
. os países em vias de desenvolvimento, como a Índia e a China, entres outros, têm uma tendência cada vez maior de consumo energético, não aplicando, no entanto, quaisquer defesas ao nível ambiental. Na próxima década as grandes potencias económicas serão exactamente a Índia, a China e os Estados Unidos - países que não aderiram ao Protocolo de Quito (Peixoto, Ricardo - 2006). Além disso os países pobres costumam dizer o seguinte: "Vocês, países mais ricos, para se desenvolverem estragaram o ambiente global, e nós não temos esse direito?";
. a poluição atmosférica, como consequência do já referido, atacará cada vez mais a camada de ozono, o que provocará um aquecimento global, que por sua vez trará outros problemas, como a mudança da temperatura das correntes marítimas, provocando fenónemos como o El Nino e outras catástrofes naturais, como as vistas durante o ano 2005, com a consequente aparição de furacões, tempestades e inundações. Além disso é provavél a mudança de clima em países habituados a climas temperados, havendo mesmo quem diga que o clima português passará a ser parecido com o Nova York (Peixoto, Ricardo - 2006);
. a maioria dos ambientalistas e seus opositores, não se costumam lembrar, da questão relacionada com o degelo, o que libertará matéria orgânica aí retida, que por sua vez irá ser consumida por bactérias que libertarão metano para a atmosféra (Peixoto, Ricardo - 2006). Penso que toda a gente sabe que as consequências do metano na atmosfera são muito maiores que o dióxido de carbono;
. com o preço do petróleo a aumentar, dada a crescente procura, e a dimuição da oferta, o Homem terá que desenvolver outras formas de garantir combustíveis para os milhares de automóveis, aviões e barcos que, actualmente, garantem o nosso nível de vida, com o transporte de pessoas e bens. Deste modo, a única alternativa que me parece credível é o Hidrogénio. Porém, é sabido que este não se encontra livre na atmosféra, havendo a necessidade de o separar de outros elementos. A molécula mais utilizada será sem dúvida a água com a realização da electrólise. Chegando a este ponto pergunto-vos: onde iremos buscar a energia necessária para realizar a electrólise para obter quantidades de hidrogénio suficientes para so nossos gastos energéticos? Será que a aplicação das energias alternativas é suficiente? Sinceramente não acredito;
. o nosso país produz cerca de 70% da energia electrica consumida a paritr de combustíveis fósseis, uma parte provem das centrais hidráulicas e o restantes são adquiridos a França, com o
pagamento de uma taxa para que esta possa passar por Espanha;
Sendo assim é lógico questionar será que não valeria a pena a implementação de centrais nucleares no nosso país? Não nos deveríamos preparar para a próxima década? Além da desvantagem óbvia do lixo radioactivo que outras desvantagens conhecem? Será que a desvantagem do lixo radioactivo não será mais baixa que a poluição ambiental? O crescimento económico e a comparação com os demais países não dependerá desta atitude?
Que ninguém me venha comparar as economias de Espanha e Portugal. Temos que ser realistas. Qualquer problema que haja nas centrais nucleares espanholas terá repercussão em Portugal, porém não tiramos daí nenhuma vantagem.
Fico à espera da vossa opinião. Consultem o site sobre energia nuclear:
11 março 2006
Bandeiras da Dinamarca
Já se falou bastante sobre o tema das caricaturas que foram publicadas na Dinamarca e que causaram a intransigência do mundo árabe.
Todavia, e há poucos dias, li numa revista um comentário curioso....
Onde é que aquelas pessoas, visivelmente alteradas, e aqui não se discute as suas opções, mas provavelmente sem grandes posses económicas teriam "encontrado" tantas bandeiras da Dinamarca para queimar em frente às câmaras da Al Jazira. Fantástico, não acham?
O colunista não deu a sua opinião, mas referiu que deveríamos pensar porque é que só houve reacções às caricaturas dois meses depois destas terem sido publicadas. Será que foi tudo inteligentemente calculado para inflamar o pensamento da população árabe, mas dando tempo para que as referidas bandeiras da Dinamarca fossem reunidas e distribuídas? Temos a liberdade de pensarmos o que quisermos, porém, fiquei com a impressão que todo este processo está inerente a todos os acontecimentos que recentemente ligam o ocidente e o mundo árabe: 11 de Setembro, invasão do iraque, ataques em Madrid e Londres, preço do petróleo, energia nuclear no irão, Hamas a ganhar as eleições, a promessa de novas intervenções terroristas em solo americano, etc. Teremos que pensar qual o objectivo desta estratégia.
Em que mundo vivemos? Será que podemos viver em paz? Ou é importante para alguns que os confrontos se mantenham para que os seus intuitos económicos sejam alcançados, ou que pelo menos passem despercebidos à população em geral? Pensem no assunto.
MÜLLER NO HOTEL HESSISCHER HOF
MEDEASPIEL
[Heiner Müller - Adolfo Luxúria Canibal / Miguel Pedro]
Uma cama desce da teia e é colocada de pé. Duas mulheres com máscaras mortuárias trazem para o palco uma jovem rapariga e instalam-na de costas na cama. Vestir da noiva. Atam-na à cama com o cinto do vestido de noiva. Dois homens com máscaras mortuárias trazem o noivo e põem-no de cara voltada para a noiva. Ele faz o pino, caminha sobre as mãos, pavoneia-se frente a ela, etc; ela ri silenciosamente. Ele rasga o vestido de noiva e toma lugar ao lado da noiva. Projecção: acasalamento. Com os farrapos do vestido de noiva as máscaras mortuárias homens atam as mãos e as máscaras mortuárias mulheres os pés da noiva às extremidades da cama. O resto serve de mordaça. Enquanto o homem, frente ao seu público feminino, faz o pino, caminha sobre as mãos, pavoneia-se, etc, o ventre da mulher incha até que rebenta. Projecção: parto. As máscaras mortuárias mulheres tiram uma criança do ventre da mulher, desfazem os seus nós e metem-lhe a criança nos braços. Durante esse tempo as máscaras mortuárias homens cobriram-no de tal modo de armas que o homem não pode mais mover-se senão a quatro patas. Projecção: massacre. A mulher desvia o seu rosto, desfaz a criança e atira os pedaços na direcção do homem. Da teia caem sobre o homem restos de membros entranhas.
FLORESTA EM SONHO
[Heiner Müller - Adolfo Luxúria Canibal / António Rafael]
Esta noite atravessava uma floresta a sonhar
Ela estava cheia de horror. Seguindo a cartilha
Os olhos vazios, que nenhum olhar compreende
Os bichos erguiam-se entre árvore e árvore
Esculpidos em pedra pelo gelo. Da linha
De abetos, ao meu encontro, através da neve
Vinha estalando, é isto um sonho ou são os meus olhos que a vêem,
Uma criança de armadura, coiraça e viseira
A lança no braço. Cuja ponta faísca
No negro dos abetos, que bebe o sol
O último vestígio do dia uma seta de ouro
Atrás da floresta do sonho, que me faz sinal de morrer
E num piscar de olho, entre choque e dor,
O meu rosto olhou-me: a criança era eu.
FR
Medidas de Direita
Olá pessoal!
Já tinham saudades minhas?
Desde já queria as boas vindas ao Nuno Araujo, que tem sido bastante participativo. Um abraço Nuno.
Hoje acordei com vontade de mudar algo na minha vida. Assim, a primeira medida a tomar será tentar participar um pouco mais neste blog, já considerado, por alguns, como o blog do Chico, dado que, durante algum tempo, só ele aqui se pronunciou.
Bem, mas isso faz parte do passado.
Vocês hoje viram as notícias de que nos chegaram de França? O governo irá aprovar uma lei que possibilita a qualquer patrão despedir qualquer seu empregado durante os dois primeiros anos de trabalho, sem que tenha alguma razão para tal Mas que raio de ideia é esta? Já pensaram nas consequências sociais de tais medidas. Já se pensou nos potenciais abusos que os trabalhadores irão sofrer por parte dos seus patrões? Será que irão aceitar salários mais baixos, dado o medo de serem despedidos?
Eu como homem de princípios de direita, poderia ficar contente com tal medida. Mas afinal o que é ter ideias de direita? Simplesmente acredito que há um equilibrio entre medidas de apoio social e medidas económicas. Contudo, penso que tal equilibrio se alcança usando uma via de protecção às empresas, criando riqueza, que, posteriormente ou paralelamente, poderá ser usado para medidas de apoio social, e ao contrário (ensina-o a pescar em vez de lhe dares o peixe). Do mesmo modo sou contra a ideia inicial que o estado deve ter um papel de protecção total dos seus cidadãos. Penso que a nossa atitude se deve reflectir na famosa frase norte-americana: "Não perguntes o que o teu país pode fazere por ti, mas sim o que tu podes fazer pelo teu país".
Assim, penso que a medida a tomar é de excessiva protecção do patrão, colocando-os com demasiado poder de decisão, o que poderá ser uma medida de desiquilíbrio social e económico.
Posto isto, pergunto-vos o que acham da notícia que nos chega de França. Acham uma boa medida? Que consequências poderá trazer?
Pedro Almeida
06 março 2006
Sera que vale a pena?
Uma noticia publicada hoje no Jornal Publico, da a conhecer que, em Espanha, a lei prisional vai ser mudada. Segundo relatado, ha cerca de 40 transexuais nas cadeias espanholas que estão presos em cadeias masculinas.
A nova lei vai dar a possibilidade a esses transexuais de escolher se querem continuar na cadeia masculina ou serem transferidos para a feminina.
Perante a noticia perguntei-me logo se valeria a pena uma pessoa virar transexual para ter a oportunidade de ir parar a uma cadeia cheia de mulheres, assim, justificava cada vez mais ir preso. Por outro lado, surge outra questão, se eles forem mesmo transexuais não preferiram estar no meio de homens?
Deixo-vos com esta reflexão,
NA
02 março 2006
Dia do Diabo
A Câmara de Vinhais recria, depois de amanhã (dia 27/02/2006), o Dia do Diabo. Trata-se de uma tradição algo marginal, com comportamentos que, actualmente, são considerados machistas, agressivos e, até, violentos. Grupos de rapazes vestidos de fato de flanela vermelho, munidos de chicote, perseguem raparigas pelas ruas e estas, por sua vez, vão gritando "Ó morte! Ó diabo!".
Habitualmente, as jovens refugiam-se dentro das casas e quando são agarradas pelos diabretes são levadas à força até junto de uma pedra, onde são forçadas a ajoelhar-se, sendo então simbolicamente flageladas com vergastadas.
Tudo isto é acompanhado pela figura da morte, representada por um rapaz vestido de negro e com um esqueleto desenhado na indumentária. A figura transporta uma gadanha, encabada ao contrário. "Contudo, a sua presença silenciosa provoca cenas de autêntica folia, de desordem, e desperta aqueles que vêem o sentimento de medo e de pavor", lê-se numa nota da Autarquia. Quando alguém é capturado, a morte recita algumas orações "Padre Nosso, caldo grosso, carne gorda não tem osso, rilha-o tu que eu não posso. Salve rainha, mata a galinha, põe-na a cozer, dá cá a borracha que quero beber", são alguns exemplos.
Portugal profundo e satânico. Uma das culturas mais ricas do mundo.
FR













