30 junho 2009

Futebol de cangosta

O Belenenses, pela segunda vez em apenas quatro épocas é repescado para a primeira liga na secretaria. Na época passada, esta equipa ganhou 5 jogos, empatou 9 e perdeu 16, somando 28 golos marcados e 58 sofridos; a equipa que ficou em terceiro lugar na liga de honra, o Santa Clara, ganhou 15 jogos, empatou 7 e perdeu 8, com 45 golos marcados e 32 sofridos. O mérito de uma contrasta escandalosamente com o demérito da outra. Nâo há dúvidas que, num futebol a sério, o lugar vago seria para o clube açoriano.

28 junho 2009



MOONSPELLQuantcast

Taça de Portugal


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O ABC derrotou hoje em Lagoa o Futebol Clube do Porto e, venceu assim, a Taça de Portugal de Andebol. Todos os jogadores que conquistaram este troféu, o 10º no historial do clube, passaram pela formação do ABC. Notável.

Parabéns Campeões!

26 junho 2009

Not?cia do dia

Novas regras da UE
Pepinos curvos e cenouras nodosas regressam aos mercados

É já para quarta-feira que está previsto o grande regresso: pepinos curvos, alhos pequenos, cenouras nodosas vão voltar a conquistar o seu lugar nas bancas. Entram em vigor as novas regras que permitem a venda de frutos e produtos hortícolas “deformados”.

As regras comuns de calibragem na União Europeia foram impostas há várias décadas pelos Estados-membros. Mas no final do ano foi anunciado que as normas de comercialização específicas para 26 produtos iam ser revistas. Os couves-repolho já não têm que ser perfeitas. Os damascos, alcachofras, espargos, abacates, também não... beringelas tortas também têm direito a ser compradas.

Mariann Fischer-Boel, comissária europeia responsável pela agricultura e pelo desenvolvimento rural, não poupou nas palavras quando, no dia 12 de Novembro, foram revistas as imposições que arredavam dos mercados estes produtos: “Esta decisão marca o início de uma nova era para os pepinos curvos e as cenouras nodosas. Trata-se de um exemplo concreto dos nossos esforços para eliminar burocracia desnecessária”

Boel justifica a mudança com a actual conjuntura económica de “preços elevados dos produtos alimentares e de dificuldade económicas generalizadas” – “Não tem qualquer sentido eliminar produtos de perfeita qualidade apenas porque têm uma foma ‘errada’.”

Agricultores contestam

Os agricultores europeus já disseram que estão contra. E que os preços não vão baixar para os consumidores.

O tema foi, de resto, alvo de acesa discussão entre os representantes dos Governos da União Europeia. A maioria votou contra a proposta de Bruxelas (16 países contra, nove a favor e duas abstenções, incluindo Portugal). O número dos opositores não chegou, no entanto, a atingir o limiar da maioria qualificada que seria necessária para rejeitar a proposta de voltar a abrir a porta aos produtos pequenos e deformados.

A 12 de Novembro Bruxelas decretou assim o fim da calibragem obrigatória para 26 frutos e legumes – damascos, alcachofras, espargos, beringelas, abacates, feijões, couves-de-bruxelas, cenouras, couves-flores, cerejas, aboborinhas (courgettes), pepinos, cogumelos de cultura, alhos, avelãs com casca, repolhos, alhos-franceses, melões, cebolas, ervilhas, ameixas, aipo de folhas, espinafres, nozes comuns com casca, melões e chicória-whitloof (endívia).

As normas de calibragem manter-se-ão para dez outros produtos, que representam 75 por cento do valor do mercado das frutas e legumes – maçãs, citrinos, kiwis, alfaces, pêssegos e nectarinas, pêras, morangos, pimentos-doces, uvas de mesa e tomates.

“Os Estados-Membros poderão igualmente isentar estes produtos da aplicação das normas se forem vendidos no comércio com um rótulo adequado. Na prática, tal significa que uma maçã que não corresponda à norma poderá ser vendida no comércio, desde que ostente um rótulo com a menção ‘produto destinado a transformação’ ou uma menção equivalente”, lê-se no comunicado da Comissão Europeia sobre o tema.

Em Portugal, tanto a Federação Nacional de Produtores de Fruta e Hortícolas como a Confederação dos Agricultores de Portugal já disseram que o fim do calibre abre a porta à invasão de produtos de menor qualidade provenientes de outras partes do mundo.

21 junho 2009

Fumo branco


Riscados os nomes de Laudrup, Quique e Vingada, eis que A. Salvador apresenta Domingos Paciência, ex-treinador da Académica. Neste clube, fez um óptimo trabalho, tornando a equipa mais competitiva, bem longe da era desce não desce. Desejo-lhe a melhor sorte no Sporting Clube de Braga.

10 junho 2009

Há grandes verdades que só aparecem em tempo de eleições

O economista Miguel Cadilhe acusou este sábado o Governo "centralista" de condenar o património ferroviário do Douro a "uma morte lenta".

A convite da Liga dos Amigos do Douro Património Mundial (LADPM), Miguel Cadilhe moderou este sábado um colóquio sobre "O Património Ferroviário do Douro", onde, para além da linha do Douro, se incluem os seus ramais de via estreita como o Tua, o Corgo e o Tâmega, actualmente todas com a circulação suspensa.

O economista foi duro nas críticas ao Governo, que acusou de ser "centralista" e de condenar este património a uma "morte lenta".

É que, com a construção da barragem de Foz Tua, a linha de ferro que sobe ao longo do rio até Mirandela ficará parcialmente submersa.

"Se eu mandasse nunca permitiria que se construísse a barragem do Tua", afirmou.

Miguel Cadilhe acusou ainda os políticos de serem "tacanhos e mesquinhos" por não perceberem o valor histórico, cultural e social deste património e defendeu que estas vias ferroviárias deveriam ser candidatadas a Património Mundial da Humanidade.

"Se esta obra humana belíssima e histórica e com valor cultural enorme e incomensurável estivesse no Tejo, junto a Lisboa, estaria lindamente conservado e a ser utilizada", frisou o responsável.

Considerou ainda que a cultura está muito acima da economia, mas, enquanto economista, explicou que "muitas vezes a oferta cria a sua própria procura".

"É uma lei da economia que não tem sempre aplicação, mas por vezes tem", disse.

Ou seja, se a oferta ferroviária estiver a funcionar, por exemplo, para fins turísticos e culturais, é provável que a procura apareça e então a oferta criou a sua própria procura", sublinhou.

Cadilhe salientou que este sábado foi dado um "grito para os políticos centrais perceberem que há este património ferroviário e que é preciso preservá-lo e não destruí-lo".

A defesa e a salvaguarda das linhas de caminho de ferro foram precisamente os temas centrais do encontro de hoje e as principais reivindicações de um documento que vai ser enviado ao Governo e que apela também à elaboração de um estudo sobre o custo/benefício do "afogamento" da linha do Tua.

Gaspar Martins Pereira, da Universidade do Porto, referiu que a destruição e degradação do património ferroviário nacional se agravou com as políticas "neo-liberais do professor Cavaco Silva", e que hoje, em termos ferroviários, "o Douro está muito pior do que há 100 anos".

O investigador considerou ainda um atentado ao Património Mundial da Humanidade, classificado em 2001, a construção da barragem do Tua, numa área ainda inserida no Alto Douro Vinhateiro.

Por isso mesmo, a organização do congresso deixou a promessa de pedir a intervenção da UNESCO na salvaguarda do património classificado.

De França chegou um exemplo de sucesso através de Jacques Daffs, vice-presidente da Federação dos Caminhos-de-ferro Turísticos Franceses, que referiu que, por ano, 3,2 milhões de pessoas visitam as linhas turísticas francesas, muitas das quais são geridas por privados.

O professor da Universidade do Minho, José Lopes Cordeiro, centrou a sua intervenção no valor "patrimonial irrepetível" das linhas férreas, chamando a atenção para as obras de arte como pontes, túneis, taludes, e a técnica de engenharia usada para cortar a pedra e atravessar os montes.

O docente considerou que a linha do Tua possui todas as condições para ser classificada como Património Ferroviário da UNESCO, à semelhança das cinco vias que já foram distinguidas Áustria, Índia e Itália-Suiça. in JN


Linha do Tua - Primavera

09 junho 2009

7 Maravilhas


Só gostava de saber porque é que um aeroporto feito em cima do mar, com o intuito de ser oferecido aos chineses, não consta da lista das obras potencialmente eleitas 7 maravilhas de origem portuguesa. Foi de mão beijada.

02 junho 2009

Segunda, 8 de Junho de 2009, 21h45, Estaleiro Cultural Velha-a-Branca

O lobo em Portugal: desafios na investigação e conservação de uma espécie ameaçada.



Francisco Álvares
Bolseiro de Investigação do Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos da Universidade do Porto (CIBIO/UP)


O lobo é uma espécie ameaçada, que gera sentimentos fortes e contraditórios nos humanos: junto da sociedade urbana constitui um símbolo de tudo o que é natural e selvagem, e é alvo de respeito e admiração; pelo contrário, junto das comunidades rurais, com quem coabita, é vítima de perseguição motivada por uma imagem mítica e sobrenatural e por conflitos sócio-económicos. Tal facto, constitui um desafio na conservação deste predador, uma vez que obriga a uma abordagem multidisciplinar, conjugando áreas científicas como a Ecologia, Genética, Sociologia, Antropologia, Economia, Educação e Ciências politicas.
Ao longo desta sessão, pretende-se expor os principais métodos e áreas de investigação do lobo em Portugal e debater as suas implicações na problemática da conservação desta espécie.



Café Scientifique Braga