30 setembro 2011
19 abril 2010
Sai hoje
«Pesadelo em Peluche», o novo álbum de estúdio dos Mão Morta, chega às lojas a 19 de Abril, com selo Universal Music Portugal.
"Pesadelo em Peluche» é apresentado ao vivo também em Abril, dia 29, no Coliseu dos Recreios de Lisboa.
Pesadelo Em Peluche teve como ponto de partida o livro The Atrocity Exhibition (A Feira de Atrocidades), de J. G. Ballard, e a questão aí levantada da nova percepção do real que o panorama mediático e cultural instituído pela moderna comunicação de massas induz no indivíduo. É sobejamente conhecida a anedota do miúdo urbano que se espanta ante a visão de uma galinha viva porque só a figurava depenada e dependurada nos talhos e nos supermercados. Da mesma forma, com o devido reajuste de escala, que traços de personalidade são sulcados no sujeito diariamente exposto às imagens choque de guerras, acidentes, crimes ou catástrofes naturais que enchem os noticiários televisivos, aos paradigmas produzidos pela publicidade na permanente exaltação de objectos quotidianos como o champô, o automóvel, os destinos de férias ou os gadgets tecnológicos, aos mexericos emocionais da vida privada de vedetas televisivas e demais figuras públicas constantemente expostos nas capas das revistas e nos escaparates dos quiosques, aos infindáveis cenários de auto-estradas, engarrafamentos, viadutos, aeroportos e vastos bairros uniformes que lhe marginam as jornadas casa trabalho? Essa matéria visual da cultura mediática e os novos desejos e padrões psíquicos que fomenta constituem o cerne das histórias contidas nas canções e também a premissa para a sua composição, desenvolvida a partir de algumas das matrizes que os últimos 30 anos da história do rock fixaram. Assim, os riffs ou as batidas à maneira de servem para enquadrar narrativas psicóticas onde a pulsão sexual é alimentada por estranhos fetiches e a morte não passa de uma ficção conceptual carregada de encantos obscenos. Como se, perdido o equilíbrio genésico, a vida se transmutasse num perturbante pesadelo de desconcerto numa mente entorpecida pelo peluche do conforto.
Adolfo Luxúria Canibal
13 março 2010
25 março 2009
14 fevereiro 2009
Ventos Animais
Depois da experiência do espectáculo "Maldoror", baseado numa obra literária de Isidore Ducasse e que ocupou os últimos três anos da banda, os Mão Morta decidiram regressar ao formato tradicional de concerto rock, desta vez revisitando 25 anos de carreira.
Com o título "Ventos animais", recuperado de um tema dos primeiros álbuns, os Mão Morta tencionam resgatar músicas mais antigas e pouco tocadas, numa "partilha de património", como explicou o vocalista, Adolfo Luxúria Canibal, à agência Lusa.
"Apesar de nunca termos completamente abandonado o formato tradicional, tínhamos alguma saudade de mudar de repertório, de tornar a ensaiar canções que não tocávamos há muito" e que serão apresentados com novos arranjos, afirmou.
No final de 2008, os Mão Morta deram três concertos cujo alinhamento já reflectiu essa intenção de partilha dos "Ventos Animais" e, segundo Adolfo Luxúria Canibal, o público foi receptivo e demonstrou que estava ansioso por poder assistir a um concerto sem as marcações rígidas de um espectáculo mais encenado.
Depois do processo "demorado, pesado e absorvente" que foi transpor para o palco "Os cantos de Maldoror", os Mão Morta estão agora mais disponíveis para trabalhar num novo álbum de estúdio, sucessor de "Nus", de 2004.
"Estamos a trabalhar em ideias musicais", disse, adiantando que o objectivo é editar um novo álbum ainda ano, provavelmente pela editora independente Cobra, que o grupo fundou. Descontando o espectáculo "Maldoror", foi com a digressão do álbum "Nus" que os Mão Morta actuaram pela última vez no Porto e em Lisboa, em 2004 e 2005, respectivamente.
Os Mão Morta surgiram em Braga no final de 1984 - cumprem 25 anos em Outubro -, mas Adolfo Luxúria Canibal garante que a idade não pesa ao grupo e que os anos passaram rapidamente, porque os músicos estiveram quase sempre embrenhados em compor.
Ainda assim, apesar da idade, o vocalista garante que os Mão Morta têm sido fiéis a si próprios: não dependem da música, porque sempre tiveram outras profissões. "Nós estamos na música pelo prazer que ela nos dá", garantiu, quando sentem que precisam de um desvio do quotidiano. E, enquanto houver esse prazer, Adolfo Luxúria Canibal assegura que o grupo não irá parar. in sol
6 de Março - PORTO, TEATRO SÁ DA BANDEIRA (21h30; primeira parte: Smix Smox Smux; bilhetes entre 15€ e 18€, já à venda)
14 de Março - Portalegre, Centro de Artes do Espectáculo (21h30)
21 de Março - Torres Vedras, Teatro-Cine (22h)
27 de Março - Guimarães, Teatro São Mamede (22h)
28 de Março - Alcochete, Fórum Cultural (22h)
1 de Abril - LISBOA, CINEMA SÃO JORGE (21h30; primeira parte: Murdering Tripping Blues; bilhetes a 18€, já à venda)
3 de Abril - Abrantes, Cine-Teatro São Pedro (22h)
18 de Abril - BRAGA, AUDITÓRIO DO PARQUE DE EXPOSIÇÕES / FEIRA DO LIVRO (22h)
Sangue no Asfalto - Mão Morta
31 agosto 2008
14 junho 2008
Uma preciosidade
"Em directo para a televisão", do disco "Há já muito tempo que nesta latrina o ar se tornou irrespirável" - Mão Morta
30 maio 2008
O Sonho
in Cantos de Maldoror (Mão Morta), adaptado por Adolfo Luxúria Canibal, a partir do texto original de Isidore Ducasse.
05 julho 2007
Facas em Sangue
[Adolfo Luxúria Canibal / Zé dos Eclipses]
Vivia na temperatura tépida dos lençóis
Aquele que dava pelo estranho nome
De Amor. Às vezes soltava-se
E percorria pela mão
Dos adolescentes ruas desertas, sombras
Escuras e conspiradoras - soltou-se
O Amor - alguém gritava.
E vinha o vermelho e invadia o vermelho
E assanhavam-se os gatos conscientes
Da invasão da sua noite
Solitária. Depois apagava-se
A última luz da última janela e desaparecia
O Amor na tépidez dos lençóis.
Ficava a lua, ficava
O luar azul a reflectir perigosamente
Nas lâminas das facas ensaguentadas
Dos adolescentes...
18 maio 2007
Maldoror
Apenas as palavras feriram, como sempre... felizmente. Na tensão perfeita. O Adolfo, soberbo. Como sempre. Possivelmente, o melhor diseur de Lautreamont, do mundo! O resto da banda... teatral, à altura. Sem excessos. No limiar do abismo, sem nunca se deixar cair no fácil! O figurino, FABULOSO. A Luz. O Som (aquele Theatro tem agora uma acústica deslumbrante!)
Imagino que, para os vegans e afins, tivesse havido momentos violentos... Eu adorei tudo... e também, ainda ressoam as palavras "Tou sujo! roído pelos piolhos! os porcos quando olham para mim... vomitam!" tal foi a capacidade musical que puseram neste tema!!!! A composição musical é tal que as palavras ficaram gravadas, a ferro e fogo!!!! Como vibrei com aquilo!... repetiria tudo de novo! Absolutamente. Eis um verdadeiro espectáculo, digno de mostrar mundo fora, soubessem "os outros" beber das palavras do Adolfo."
12 maio 2007
"Sinto-me sujo, roído pelos piolhos, e os porcos quando olham para mim, vomitam." Maldoror
Ontem, assisti à estreia do mais recente espectáculo dos Mão Morta, intitulado Maldoror. É baseado nos Cantos de Maldoror, do Conde de Lautréamont. Tem uma componente visual muito forte, em que a caracterização dos elementos da banda é quase perfeita. Tudo se passa num quarto de brinquedos, em que a maldade no seu estado mais puro é declamada, só como o Adolfo Luxúria Canibal sabe fazer. A banda, que já leva largos anos de carreira, mostrou-se extremamente jovem, dinâmica e explorou um domínio de sonoridades larguíssimo e ambientes melódicos inéditos, mas nem por isso vacilaram minimamente. Mostraram que a sua criatividade não conhece limites rígidos, apresentaram uma perfumadíssima renovação, mas acima de tudo, aqui, na Lua, no Uzbequistão ou onde quer que seja, a impressão digital dos Mão Morta está bem vincada. Não vou entrar em mais pormenores porque, logo à noite, a arte sobe ao palco novamente. Brilhante - um marco Histórico na Cultura Portuguesa.
24 março 2007
Entrevista Vertiginosa
Que o Ricardo Carriço é um notável actor, acho que não há dúvidas. Nisso admiro-o bastante; mas, aqui neste vídeo, como entrevistador... ai minha nossa!!! Não acerta uma. A estupefacção torna-se evidente no rosto do Adolfo Luxúria Canibal. Um tesouro.
Posted by
Francisco Rodrigues
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16:26
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teorias
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