Recentemente um clube dum pais vizinho, anunciou que venceu uns quantos jogos de futebol (pelas minhas contas 2) graças a um vegetal nomeado de "bruxo fafe". A primeira vez que ouvi isto pensei, mais uma piada com o Marques Mendes, nunca deixam o pequeno em paz... Afinal nao, o "bruxo" afinal era uma pseudo alma penada que vai a pe ao Sameiro para ganhar jogos...
Que o dito clube era dado a esoterismos nos ja sabiamos, esta-nos bem fresco na memoria o apelo ao "firme e irto" que tambem lhes tentou dar uma ajuda, agora que esta nova vedeta se de ao luxo de usar o NOSSO SAMEIRO para enganar as pessoas tem muito que se lhe diga...
Ja nao bastava terem a mania que ficaram com o berço da naçao, motivo pelo qual nao se deviam orgulhar (toda a gente sabe que se Afonso Henriques soubesse no que este país ia dar tinha era batido no pai por ter saído de França) agora tambem querem usar e abusar do Santuario do Sameiro... Mas esse pessoal da dita terra ainda nao percebeu que nos so lhe demos um cantinho da santa marta... ja querem tudo...
Por essas e por outras defendo portagens a entrada do santuario em que so nao paga o pessoal de Braga, como ha no castelo de S. Jorge em Lisboa.
Fiquem bem,
NA
21 fevereiro 2006
Bruxos, bruxas e bruxaria...
18 fevereiro 2006
Maus habitos?
Perante a noticia vinda publico hoje levanto algumas questoes:
Em comunicado, o gabinete municipal do BE acusa o empresário da Bragaparques Domingos Névoa de ter feito no final de Janeiro uma primeira proposta no valor de 200 mil euros com o objectivo de convencer o vereador a "produzir uma declaração em reunião de Câmara ou de Assembleia Municipal que retirasse aos privados qualquer responsabilidade pela situação criada, remetendo essa mesma responsabilidade para o anterior Executivo municipal".in TSF-online
- Sera tudo isto verdade ou nao?
- Se sim, porque se lançou ele em tais praticas? seria uma questao de habito?
- Onde tera ele aprendido tais tacticas? alguem sabera?
NA
11 fevereiro 2006
massa folhada

O Pintor da Vida Moderna
Baudelaire
É dificil imaginar hoje a possibilidade de, em algumas páginas, definir o pintor ou a pintura, o artista ou a arte da vida moderna, pós-moderna, contemporânea, ou como se queira chamar-lhe. Isto é, dirigir-se à actualidade, que sentimos como cada vez mais complexa, e traçar-lhe o retrato, a essa actualidade que temos cada vez mais dificuldade em convocar como realidade, em dizer como experiência, ou sequer em configurar como nome. Em 1863, Baudelaire ousou fazê-lo (ou pôde ainda fazê-lo) a respeito da arte e da vida que então chamou «modernas».
Sombras de Antepassados Esquecidos
Carl Sagan; Ann Druyan
Os autores conduzem-nos numa viagem através do tempo e do espaço, detendo-se nos pontos de viragem histórica da evolução enquanto buscam as origens do sexo, do altruísmo, da violência e da dominação. A obra termina com uma análise absolutamente original da conexão entre as características humanas e as dos outros primatas. Admirável na concisão, brilhante na exposição e de leitura agradável e comovente, o presente livro é mais um triunfo da divulgação cientifica.
"Um grande livro sobre grandes questões. Quem somos? Donde vimos? Por que somos como somos? Que significa ser humano? [...] Como todas as obras desta dupla, Sombras de Antepassados Esquecidos é ciência para todos, sem sacrifício de rigor." Kirkus Reviews
D. Afonso Henriques

Diogo Freitas do Amaral
Este livro não é uma obra de investigação, mas de reflexão e divulgação. Não tem autoria de historiador, mas de cidadão. Não tem aspirações científicas, mas cívicas. E não pretende defender nenhuma tese sobre o magno problema dos factores da formação de Portugal, nem tão-pouco retratar a história integral do País no século XII - mas apenas compreender, e dar a conhecer melhor, a acção do principal protagonista da nossa independência. Por isso tem o carácter de biografia.
História Concisa de Portugal
José Hermano Saraiva

"Muitas vezes, e em muitas circunstâncias, me pediram que indicasse uma 'História de Portugal' abreviada, livro que não demorasse muito tempo a ler, mas desse uma imagem global da evolução histórica do povo português. Livro que não contivesse mais do que o essencial, mas não ficasse pelo nível elementaríssimo dos vários epítomes escolares[...] Foi esse o livro que pretendi escrever" José Hermano Saraiva
Como Escavar um Abismo

Fernando Ribeiro
Como escavar um abismo trata-se de um livro de poemas, onde os temas principais são a morte, o amor, o desconforto e a perda.
Escrito num estilo que toma referências à poesia romântica e gótica, é um livro negro, sanguíneo, e com humor, que reúne material que pode ser entendido como um manual prático de como escavar um abismo e levarmos, connosco, para toda a parte.
Nascido em 1974, Fernando Ribeiro, estudou Filosofia na Faculdade de Letras de Lisboa. é o vocalista e letrista da banda de metal negro Moonspell, desde 1993, que já conta com 8 álbuns editados. Como escavar um abismo é o seu primeiro trabalho literário.
FR - 11/02/2006
07 fevereiro 2006
Invasão ao Dragão
Estádio do Dragão, FCPorto vs Braga, 06/02/2006
Para todos os que dizem que em Braga só há benfiquistas, aqui fica mais uma prova que o Mágico Braga conta com milhares de fervorosos adeptos apenas e só Bracarenses/Braguistas. O Mágico Braga deslocou-se ao Estádio do Dragão onde empatou 1-1 com o FCPorto.
Estavam mais de 3000 adoradores compulsivos do Mágico Braga na bancada, num sector que tinha o dobro do tamanho do da época passada. Mar Vermelho, Mágico Braga.
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Nota: para ver o monumental vídeo desta bancada apoteótica, clique:
Aqui!
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FR
04 fevereiro 2006
...que novidade!

Os melhores contos de Howard Phillips Lovecraft
José Manuel Lopes; Fernando Ribeiro
Organização de José Manuel Lopes –Professor da Universidade Lusófona
Introduções de Fernando Ribeiro – Vocalista dos Moonspell
“Cresci com Lovecraft e a sua obra continua presente no meu trabalho.” - Peter Jackson, realizador de “O Senhor dos Anéis”
“O melhor escritor de terror do século XX.” Stephen King
“Uma obra tão importante como a de Edgar Allan Poe ou Tolkien.” - Robert Bloch, autor de Psycho"Lovecraft influenciou pessoas tão diferentes como Umberto Eco e John Carpenter" - Neil Caiman, autor de Sandman
"Lovecraft é um autor perturbante. Criador de um mundo cósmico de terror cuja única saída é a insanidade"- Clive Barker, realizador de Hellraiser e Nightbreed
Nota importante:
Os editores não se responsabilizam por manifestações de insanidade ou tentativas de suicídio induzidas pela leitura desta obra.
FR 04/02/2006
12 janeiro 2006
fim de poema
Para que nem tudo vos seja sonegado
Cultivai a surdina.
Em surdina arrumo os utensílios
Em surdina preparo-me para morrer
Amo-te! Chut, em surdina.
A minha vida, nesga entre dois ponteiros, fecha-se
em surdina.
Sebastião Alba
Arena
- De Pessoa, há uma fotografia, do ano da sua morte, que me vem perseguindo. Matar-se já não é um gesto irrepetível, individual (dirigido contra si próprio). O suicídio começa a ser colectivo, nosso contemporâneo.
- Os pobre-diabos deste mundo (e os donos deles sentam-se ao lado uns dos outros, à nossa vista) só têm uma solução: organizar-se inteligentemente. Ou morrem. Agradeço ao escritor norte-americano Jack London (aventureiro e suicida) o cão de trenó que me deu. É infalível. Quando há uma fenda (neste mundo gelado) estaca, eu aproximo-me dele para ver o que há, e ficamos os dois ali a pensar na rota e na puta da vida.
A vida está com os cornos desembolados; enquanto grandes toureiros a enfrentam, na arena, eu, na fasquia, observo como ela marra. Quero aprender, com eles, a voltear bem a capa, ou a colhida é certa.
Sebastião Alba, in Albas
FR - 29/01/2006
Pastoral
Seus novíssimos guardadores de rebanhos, vocês, a mim, não me tangem.
Eu nunca me esquecerei dos pastores que vi na infância, a quem o crepúsculo punha no contorno uma linha de sombra e, tantas vezes surdos-mudos, guardavam no vislumbre de cada olhar a ovelha que reconduziam à pedrada e amavam. Vocês, a mim, não.
Não obstante a tua atenção começar a desprender-se das sobras destes filhos da puta, não te esqueças de que elas, ainda compactas, estão em marcha.
Se caíres entre os cães, lambe-te e ajuda-te a morrer, meu doce lobo.
Isto parece um poema? Ainda não é. Poderia dar-lhe outro timbre. Mas a poesia e eu estamos de costas voltadas, só quando nos entreolhamos, algumas palavras fluem.
Sebastião Alba, in Albas
FR
14 dezembro 2005
PR
Estiveste bem na análise aos dois primeiros candidatos. Concordo com o relatado. Porém gostaria de saber quem é o Garcia. Nunca ouvi falar.
O Mário Soares realmente focou toda a sua atenção no Cavaco Silva e eu não me revejo na sua atitude. Penso que o Cavaco Silva é uma pessoa de valor mas têm-se escondido demasiado. Tem uma maneira singular de fazer política que leva algumas pessoas a pensar q o gajo é antipático e arrogante, porém eu não concordo com essa ideia.
Em relação ao Manuel Alegre penso q o gajo não tem muito jeito para estas merdas. Têm pouca capacidade de expresão, apesar de ser escritor. Esquisito, não acham. O gajo do PC representa algo que eu não acredito e acho utópico. Cassetes e mais cassetes quando estamos no Século XXI já com DVD's.
Penso que, apesar de ser bastante à esquerda, a pessoa, e foco a palavra pessoa, não olhando a ideologias, com mais valor e com mais capacidade será o Louçã. O gajo tem formas únicas de análise e transmição de ideias. Tenho gostado.
Posto isto ou votarei em Cavaco ou em Louça. Tá dito.
Falta o Garcia.
Fico à vossa espera.
Beijinhos
11 dezembro 2005
Ora vamos lá ao assunto.
Mário Soares - está a perder-se, o rapaz. Focalizou-se demais na figura do Cavaco e esquece-se de falar de si. Quando se fala muito dos outros... Não voto de certeza nele. Não me inspira confiança.
Cavaco Silva - aparece com o D. Sebastião há muito anunciado. Tem trabalho feito, é certo, mas como PR não se ele se desenrascava. Leva vantagem face a Soares. Não mostra medo, nem critica gratuitamente. Contudo, ser comedido com a imprensa pode ser um pau de dois bicos.
(depois escrevo sobre o Manuel Alegre, Louçã, Garcia Pereira e Manuel João Vieira)
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Gostava de salientar o Super-Comício do candidato Jerónimo de Sousa no Pavilhão Atlântico perante 20 mil pessoas, comício esse que foi ignorado pela comunicação social. Note-se que no exterior do Pavilhão Atlantico ainda tinha gente suficiente para encher o Coliseu de lisboa, mas o pavilhão já estava lotado. Vê-se que o PCP está muito vivo e dinâmico. Também gostei da preocupação do candidato comunista sobre o desemprego no distrito de Braga, onde fez campanha.
Outra palavra também para o candidato Manuela Alegre que contra ruídos eleitoralistas foi à lota de Matosinhos. Acto de coragem e cidadadania.
FR 17/01/2006
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Dia de Reflexão
Hoje, sábado 21/01/2006, é o chamado dia de reflexão. As sondagens falam em cerca de 23% de indecisos. Eu não faço parte desse número.
Em relação ao chamado dia de reflexão, penso que cada vez mais é o alívio de todos os Portugueses, a verdadeira quebra da monotonia. Nos últimos anos, as eleições em Portugal, falo das legislativas e presidenciais, têm sido marcadas por desertos de ideias, verdadeiras praxes, rotinas em que aparecem políticos sem ideias, fazem debates televisivos cada vez mais rígidos e cronometrados...e nós temos que os aturar e pouco para reflectir neste dia.
As eleições autárquicas são diferentes: há escândalos por todo o lado, a comunicação social fica ao rubro. São um pouco mais emocianates, só isso.
É este o tempo moderno de Portugal. É este o poder/dever do povo. Vamos a isso.
FR
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NOTA: "Com tantos músicos mandatários nesta nova corrida ao poder/presidenciais é incrível que nenhum deles, por uma vez, tenha tentado trazer os problemas da música para o campo de discussão [IVA, etc...]. O 'nosso' Presidente, pelo menos, deveria ser um polo dinamizador de cultura. Não basta condecorar bandas. Enfim, são poleiros para pássaros embalsamados." Fernando Ribeiro , in Loud! Fevereiro 2006
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FR
10 dezembro 2005
Temas
Penso que este blog foi criado para que todo e qualquer um possa opinar. Porém seria óptimo se fosse lançado um tema de debate, para o qual cada um de nós teria que dar pelo menos um pequeno contributo. O que acham?
Além disso, gostaria de saber a quem foi dado o acesso a este blog?
Pedro, Francisco, Francisco, ....?????? E quem mais?
Sendo assim, e pegando num tema poderiamos começar, por exempo, pelas eleições presidenciais. O que é que cada um de vós pensa de cada um dos candidatos? E porquê?
Eu respondo nos próximos dias ...
04 dezembro 2005
Guerra de citações

Na criação publicitária, como na roupa da mulher, aquilo que é sugerido tem mais força do que aquilo que é exibido
MF
"Tenho a certeza de que hoje somos senhores do nosso destino, que a tarefa que temos perante nós não está acima das nossas forças; que as dores e dificuldades não estão para lá das nossas capacidades de resistência física. Enquanto tivermos fé na nossa própria causa e uma indomitável vontade de ganhar, a vitória não nos será negada." Winston Churchill
FR
"Uma hora com uma bela e jovem mulher passa num minuto; um minuto em cima de um forno quente passa numa hora." Albert Einstein
FR
FR
" Quanto mais um indivíduo cultiva as artes, menos fode. Acentua-se um divórcio entre o espírito e a bestealidade. Só o animal é que fode bem: a foda é o lirismo do povo. Foder é querer entrar noutro, e o artista nunca sai de si próprio." Charles Baudelaire
"Quem somos nós? A resposta a esta pergunta não é apenas uma das missões, mas a missão da ciência. Erwin Schrödinger
" Como o instinto varia no porco chafrudante,
Comparado, oh elefante, com o teu!
Mistura isso e pensa, que linda barreira,
Eternamente separados e no entanto sempre próximos!
Quão aliadas a recordação e a imagem que a reflecte!
Que finas divisórias separam o sentir do pensar!" Alexander Pope
Sexo e Morte:
"O sexo dota o indivìduo de um instinto inebriante e poderoso que o move continuamente, de corpo e alma, na direcção de outro; transforma a escolha e conquista de uma companheira numa das mais gratas ocupações da sua vida e acrescenta à posse o prazer mais intenso, à rivalidade a raiva mais feroz e à solidão uma certa melancolia. Que mais será preciso para inundar o mundo do significado e beleza mais profundos?" George Santayana
"A morte é a grande reprimenda que a vontade de viver, ou, mais concretamente, o egoísmo que lhe é essencial, recebe da marcha da Natureza; e pode ser encarada como uma punição à nossa existência.
É o doloroso desatar do nó que o acto de procriação apertou..." Arthur Schopenhauer
FR
Domínio e Submissão:
"Ordem. Hierarquia. Disciplina. Benito Mussolini (proposta para lema da nação)
"Não sou um chefe, nem aspiro a sê-lo. Comandar e obedecer dão no
mesmo. O mais autoritário comanda em nome de outro, de um parasita sagrado - seu pai -, e transmite as abstractas violências de que padece. Nunca na minha vida dei ordens sem rir, sem fazer rir; é que não estou roído pelo cancro do poder; não me ensinaram a obediência." Jean-Paul Sartre
FR29 novembro 2005
A walk on the darkside
"Onde a ignorância é uma benção, é uma loucura ser-se sensato" desconhecido
«__________________________________________________»
Eis a música de Moonspell, a walk on the darkside, que dá nome a este post:
Aqui!
«__________________________________________________»
FR
Ouvindo:
FULL MOON MADNESS
[Fernando Ribeiro - Moonspell]
Somos memórias de lobos que rasgam a pele
Lobos que foram homens
e o tornarão a ser
They awake for flesh

Choose pain as a path
Refuse a light
To blind you and me
Full Moon Madness,
We are as one and congregate
Full Moon Madness
We rise again to procreate
Somos memórias de lobos que rasgam a pele
Lobos que foram homens e o tornarão a ser
ou talvez memórias de homens.
que insistem em não rasgar a pele
Homens que procuram ser lobos
mas que jamais o tornarão a ser...
They awake for flesh
Choose pain as a path
Refuse a light
To blind you and me
Full Moon adness,
We are as one and congregate
Full Moon Madness
We rise again to procreate to seal our fate
Irreverence was cast out from the sky
And eternity lost its sex forever
And under the same heaven they voted to emptiness
They still celebrate under a Full Moon Madness...
They awake for flesh
Choose pain as a path
Refuse a light to blind you and me
Irreverence was cast out from the sky
And eternity lost its sex forever
And under the same heaven they voted to emptiness
We still celebrate under a Full Moon Madness...

LOVE CRIMES
[Fernado Ribeiro - Moonspell ]
"The cold nights have awakened Me
The soft winds to undress Me
The nails of two witches hav touched Me
Their caress cuts like the sharpest ice
Yes it is their way, this so mysterious way
of welcoming Me, welcoming Me
Their way to remember
Distant nights of Passion and Doom
Where, naked, have I bathed in velvet waters
Witnessed by an accomplice smile inside an innocent Moon
Serene were the beings who guided Me
Empty were the hands which undresses Me
To carve strange symbols unknown to Me
but lay so dearly inside of Me
This is my way, this so mysterious way
of welcoming She, welcoming She
My way to remember
Distant nights of Passion and Doom
Where we both wore flesh crowns to defy
The skies in their blue and so vague tyranny
We are mute villains
drinking of Love as insolent Vampires
Valsing through stars and skies
at that and all to come Winter nights
Like neophyte ravens in the strangest nest
Charmed by the wilderness of this strange host
Drawing naivety with our blood and semen
Ritually engraved in our hearts and chests
Marks of a pain, signs of a love crime
That will forever and never last
It is our way, this so mysterious way of loving
of welcoming thee, welcoming thee
Our way to remember
Forever lost nights of Passion and Doom
Remembrance served in cups of sorrow and pride
For all the eternities we'll still cry
For having lost amidst the stars our bride
Untouchable in her smile, inside the great Silver Eye
Every night she is condemned to shine"
FR 25/01/2006
ONTEM PELA TARDE ENSOLARADA

[Heiner Müller - Adolfo Luxúria Canibal / Mão Morta]
"ONTEM PELA TARDE ENSOLARADA
Circulando através de Berlim a cidade morta
No regresso de um qualquer país estrangeiro
Senti pela primeira vez a necessidade
De ir desenterrar a minha mulher ao seu cemitério
Eu próprio deitei sobre ela duas pazadas cheias
E de ver o que dela ainda resta
Os ossos que nunca vi
De segurar o seu crânio na minha mão
E de imaginar o que era o seu rosto
Por detrás das máscaras que trazia
Através de Berlim a cidade morta e de outras cidades
No tempo em que estava vestido com a sua carne
Não cedi a esta necessidade
Por medo da polícia e dos comentários dos meus amigos. "
FR
ONTEM COMECEI
[Heiner Müller - Adolfo Luxúria Canibal / António Rafael]
"ONTEM COMECEI
A matar-te meu amor
Agora amo
O teu cadáver
Quando eu estiver morto
O meu pó gritará por ti"
FR 17/01/2006
MEDEASPIEL
[Heiner Müller - Adolfo Luxúria Canibal / Miguel Pedro]
"Uma cama desce da teia e é colocada de pé. Duas mulheres com máscaras mortuárias trazem para o palco uma jovem rapariga e instalam-na de costas na cama. Vestir da noiva. Atam-na à cama com o cinto do vestido de noiva. Dois homens com máscaras mortuárias trazem o noivo e põem-no de cara voltada para a noiva. Ele faz o pino, caminha sobre as mãos, pavoneia-se frente a ela, etc; ela ri silenciosamente. Ele rasga o vestido de noiva e toma lugar ao lado da noiva. Projecção: acasalamento. Com os farrapos do vestido de noiva as máscaras mortuárias homens atam as mãos e as máscaras mortuárias mulheres os pés da noiva às extremidades da cama. O resto serve de mordaça. Enquanto o homem, frente ao seu público feminino, faz o pino, caminha sobre as mãos, pavoneia-se, etc, o ventre da mulher incha até que rebenta. Projecção: parto. As máscaras mortuárias mulheres tiram uma criança do ventre da mulher, desfazem os seus nós e metem-lhe a criança nos braços. Durante esse tempo as máscaras mortuárias homens cobriram-no de tal modo de armas que o homem não pode mais mover-se senão a quatro patas. Projecção: massacre. A mulher desvia o seu rosto, desfaz a criança e atira os pedaços na direcção do homem. Da teia caem sobre o homem restos de membros entranhas."
FR
Lendo:
"Nenhum Olhar"

José Luís Peixoto
"(...) José olha o sol de frente e pensa. Pensa na mulher e no que o diabo lhe disse na venda sobre ela. E pensa no dia em que as cigarras se calarão na planície e os ramos mais finos dos sobreiros e das oliveiras se tornarão pedra. Trinta anos mais tarde. José, filho de José, olha o sol de frente e pensa. Pensa na mulher do primo e no que o diabo anda a dizer ao primo na venda sobre eles. E pensa no instante em que nada restará, nem mesmo o silêncio que fazem todas as coisas olhar-nos. (...) "
FR 11/01/2006
"Os Paraísos Artificiais"

Charles Baudelaire
Publicada pela primeira vez em livro, em 1860, esta obra reúne dois ensaios de Baudelaire anteriormente publicadas na Reveu Contemporaine sob outro títulos: “O Poema do haxixe” e “Um consumidor de ópio”.Na presente edição juntou-se-lhe um terceiro ensaio, “Do vinho e do haxixe”, datado de 1868, os quais constituem escritos exemplares sob a problemática e a vivência na alienação que produzem.
FR 17/01/2006
"Trainspotting"

Irvine Welsh
"Trainspotting" fala-nos de um grupo de jovens de Edimburgo dos anos noventa, tão desesperadamente realistas que para eles o futuro é inconcebível. Ao contrário dos que procuram dinheiro ou êxito, eles frequentam o lado obscuro da vida, buscam as sensações intensas e o prazer imediato na heroína, no sexo e no rock-and-roll. Irvine welsh conseguiu fazer literatura da áspera linguagem dos seus personagens, semelhante à que podemos encontrar em ruas de qualquer cidade europeia. "Trainspotting" tornou-se um dos acontecimentos culturais da última década na Grã-Bretanha, foi adaptado ao teatro e ao cinema por Danny Boyle. Nascido em 1958 em Leith, Irvine Welsh frequentou a escola nos arredores de Edimburgo, deixando-a aos 16 anos para ser reparador de televisores, punk, drogado e músico falhado, antes de voltar a estudar na Universidade de Herriot-Watt e se tornar romancista. Em entrevista recente definiu assim as suas influências:
"Não tenho heróis literários. Não vou buscar as minhas referências aos outros escritores, mas às letras das canções, aos vídeos, e sitecoms... cheguei a Burroughs via Lou Reed ou Iggy Pop; a Brendam Behan e Dermot Bolger através das palavras de Shane McGowan dos Pogues."
FR
"O perfume - história de um assassino"

Patrick Süskind
Jean-Baptiste Grenouille, que nasceu no meio dos mais nauseabundos fedores, tem por objectivo a busca do perfume ideal, isto é a forma suprema da Beleza, e nada o vai deter para isso, nem mesmo os crimes mais terríveis. Este personagem monstruoso possui no entanto algo de extremamente inquietante, a sua própria incorrupta pureza. A critica internacional tem-no distinguido como um dos mais importantes romances desta década.
FR
"Antídoto"

José Luís Peixoto
"Dentro e sobre os homens, somos o medo. São as nossas mãos que determinam a fúria das águas, que fazem marchar exércitos, que plantam cardos debaixo da pele. Sabemos que nos conheces. Em algum instante da tua vida, enchemos-te e envolvemos-te com a imagem da nossa voz, a imagem do nosso significado, o silêncio e as palavras. Num instante que escolhermos podemos voltar a encher-te e a cobrir-te. Sabemos que conheces o frio e a solidão à margem das estradas quando a noite é tão escura, quando a lua morreu, quando existe um deserto de negro à margem das estradas. Olha para dentro de ti e encontrar-nos-ás. Olha para o céu, depois das nuvens, e encontrar-nos-ás. Nunca poderás esconder-te de nós. Esse é o preço por caminhares sobre a terra onde, um dia, entrarás para sempre. As últimas pás de terra a cobrirem-te serão as nossas pálpebras a fecharem-se. Só então poderás descansar."
Um livro de José Luís Peixoto, que se
associou aos Moonspell num projecto inédito e aliciante: a criação de uma narrativa inspirada no universo musical do novo disco da banda gótica portuguesa com sucesso imenso além fronteiras. Dois antídotos para um mesmo veneno.FR 29/01/2006
16 novembro 2005
Post corrido
Era para vos mandar todos para o caralho, suas bichonas de merda.MF
E o SCBraga foi eliminado pelo Aves. Que tristeza.........
Xau Taça de Portugal..... Não vai haver magia no Jamor....
11/01/2006 FR
MÁGICO BRAGA 1 - Guimarães 0