15 agosto 2007

Where The Wild Roses Grow



Ponto de Encontro

O verdadeiro restaurante é aqui.

14 agosto 2007

Mais uma lei "à portuguesa"


Alprazolam


[...]Enquanto a fiscalização da influência de álcool é aleatória, no caso de drogas prevê-se que o despiste seja feito "quando haja indícios" de influência de substâncias ilícitas. Só quando há envolvimento em acidentes de que resultem mortos ou feridos graves o controlo é obrigatório para todas as substâncias.

Os testes rápidos de despiste de drogas não têm, contudo, qualquer validade como resultado definitivo. O mesmo acontece com testes de urina (que só podem ser realizados em hospitais públicos) - todos os testes de rastreio, quando positivos, têm de ser confirmados por prova sanguínea, efectuada pelo Instituto de Medicina Legal.

No caso do exame de sangue ser positivo, está prevista a aplicação de coima entre 500 e 2500 euros. Se colocar em perigo terceiros, o condutor incorre em pena de prisão até três anos.


Pode um condutor sob efeito de sedativos ou tranquilizantes ser sancionado, mesmo que o medicamento tenha sido prescrito por um médico? A resposta encontra-se numa zona de sombras, entre o sim e o não tudo dependerá da interpretação que da lei façam o poder judicial e os toxicologistas do Instituto Nacional de Medicina Legal (INML).

A questão é "complicadíssima", admite Helena Teixeira, toxicologista do INML. A lei prevê que, além de quatro conjuntos de drogas "especialmente avaliadas", possa ser "pesquisada a presença no sangue de qualquer outra substância psicotrópica que tenha influência negativa" na condução. É o caso de uma vasta gama de medicamentos hipnóticos e sedativos, com substâncias activas como as benzodiazepinas.

A regulamentação da lei, a que o JN teve acesso, não clarifica aspectos como os níveis de concentração ou a lista exaustiva de medicamentos a ter em conta. O que Helena Teixeira considera ser o caminho correcto ao mesmo tempo que permite sancionar excessos e usos perigosos de medicamentos, resguarda-se numa avaliação "muito cautelosa" e ajustada a cada caso.

"Para isso é que existem pareceres médico-legais", explica a especialista, insistindo na necessidade de serem tidos em conta factores como a conjugação de substâncias. "Sabemos que hoje há um uso excessivo de benzodiazepinas, muitas vezes associado ao álcool", exemplifica. "Tão ou mais importante que detectar uma substância, é avaliar interacções e associações".

O debate em torno da questão - muito aceso na fase de discussão do novo regulamento na subcomissão parlamentar de Segurança Rodoviária - não é nacional. Fora de portas, tem vindo a ser encarado de formas diversas. Há países que optam por penalizar apenas consumos sem receita médica. Esse não é o caminho adoptado por cá, embora seja mais um factor a ponderar. "É naturalmente essencial avaliar o controlo e respeito pela prescrição", acentua Helena Teixeira. Os formulários a preencher, nos exames de rastreio, contemplam precisamente dados sobre as prescrições mais recentes.
in JN



Isto é mais um exemplo das típicas leis portuguesas feitas em cima do joelho, com mira no lucro fácil. Um doente que sofra de ansiedade ou perturbações de pânico, por exemplo, e que seja medicado por um psiquiatra com benzodiazepinas, fica sujeito à interpretação de uma lei sombria, muito pouco clara. Habilita-se a pagar uma pipa de massa ou a ir parar à prisão, recebendo à primeira vista, exactamente o mesmo tratamento que um condutor apanhado com ecstazy, cocaína ou ópio. Inacreditável.

10 agosto 2007

Saudades do Deslize... I

Hoje ao acordar, e não sei porquê, senti uma saudade imensa do Deslize. Ainda me lembro da primeira vez que lá fui, há muito tempo, quando o Deslize ainda era um corredor com uma sala e uma porta com um poster do Capitão Nemo. Depois abriu a segunda sala, possibilitou o aumento do número de pessoas, concertos com lotações maiores. Vi lá exposições muito boas - pintura, escultura, bordados - vi lá concertos geniais, vivi muitos bons momentos... Fosse em estados mais ou menos ébrios, o Deslize era sempre um local onde eu podia deslizar para o conforto da paz de alma, estivesse quem estivesse sentado na mesa ao lado.

A história recente do Deslize não se pode dissociar da Igreja, do Governo Civil e da CMB, que sempre fizeram tudo para acabar com aquilo. Barulho era a desculpa (o Astória quando era gerido por um filho de um autarca Minhoto não fazia barulho nenhum - sarcastic mode).
O Deslize sempre se defendeu com abaixo-assinados. Era sem dúvidas uma incubadora de talentos das artes em Braga. Quantos artistas/bandas não fizeram lá as suas primeiras exibições?

Há uns meses atrás fechou. Pelo que me dizem, caíu o tecto e não havia dinheiro para consertar. Foi uma machadada na criatividade artística de Braga e creio que a Igreja deve estar muito contente com isso. Dizem que vai ser construído um restaurante Gourmet no mesmo sítio mas só lá para o fim do ano. Entretanto vão passando os dias e a saudade do Deslize fica cá. Restam-me as memórias.

08 agosto 2007

The Simpsons - the movie



O filme dos Simpsons está por aí nas salas do cinema. Desenganem-se aqueles que estão à espera de inovações, de ideias novas, de um novo conceito de Simpsons. É simplesmente a receita que os mantêm vivos há 17 anos e isso é de louvar.
O filme em si é extremamente engraçado e feito para o fã normal dos Simpsons. Homer adopta um porco como animal de estimação, a família emigra para o Alaska e depois têm que salvar Springfield da ira do presidente... Schwarzenegger!

07 agosto 2007

Um ditador em Portugal?



Depois da fantochada envolvendo a interdição da lei da Interrupção Involuntária da Gravidez com desculpas sucessivas que devem no mínimo embaraçar os governantes de Lisboa, surge agora outra afronta. Jardim, no seu pequeno império insular, recusa-se aceitar a reforma do sistema de carreiras da Administração Pública, que terá de entrar em vigor em Janeiro próximo e prevê a fusão de 1473 carreiras em apenas três. O que estão à espera os governantes e os tribunais deste país para considerarem senil este dinossauro raro?

05 agosto 2007

A mais pequena destilaria da Escócia


Edradour is currently exported to France, Germany, Holland, Switzerland, Italy, Spain, Denmark, Belgium, Sweden, Finland, Russia, USA, Japan, Taiwan and New Zealand.

Pena não exportarem para Portugal.

Álvaro de Campos

[The short Portuguese piece at the end of the song is actually a quote from one of the most famous and at the same enigmatic poets of Portuguese literature, Fernando Pessoa, whose works are abundantly translated into several languages from Czech to English itself. Anyway to make a long story short one of the most interesting aspects of this poet was that we used different personalities each one creating a peculiar kind of writing and a very particular universe of interpretation and artistic creation. I have chosen my favorite split on Pessoa's on the "person" of his heteronyms Alvaro de Campos who was more directed into a kind of urban, grey, depressive poetry. As I wanted to write a song about the creative power of the drug named opium, so evident in a lot of literature that is within my range of interest, I have collected inspiration from a particular poem named "Opiário" that narrates a boat trip to the Orient in a very, very strange perspective indeed.]



Opium
[Moonspell]

Opium, desire or will?
Inspiration bound from an elegant seed
Subversion, through smoke I foresee
Erotic motions of lesser gods in ecstasy

Opium, bring me forth another dream
Spawn worlds of flesh and red,
little jewels of atrocity
Opium, I sleep in debauchery
And burn with you
when you burn in Me

Opium, we fantasize
as we fuse with your root
You are a strange flower,
we are your strangest fruit

Opium, it burns in me and you
Opium, it burns for me and for you

"E por isso eu tomo ópio, é um remédio
Sou um convalescente do momento,
Moro no rés-do-chão do pensamento
E ver passar a vida faz-me tédio."

[Fernando Pessoa / Alvaro Campos: Opiário]

Ao vivo


CÃO DA MORTE
[Adolfo Luxúria Canibal / Miguel Pedro]

No calor da febre que me alaga toda a fronte
Sinto o gume frio da navalha até ao osso
Sinto o cão da morte a bafejar no meu pescoço
E a luz do sol a fraquejar no horizonte
Já desfila trémulo o cortejo do passado
Que me deixa quedo, surdo e mudo de pesar
Vejo o meu desgosto na beleza do teu rosto
Sinto o teu desprezo como um dardo envenenado

Morro Morro No altar de ti

Sopra forte o vento na fogueira que arde em mim
Sinto a selva agreste nos batuques do meu peito
No cruel caminho em que me lança o desespero
Sinto o gelo quente do inferno do meu fim
No calor da febre que me alaga toda a fronte
Sinto o gume frio da navalha até ao osso
Sinto o cão da morte a bafejar no meu pescoço
E a luz do sol a fraquejar no horizonte

Morro Morro No altar de ti

Sinto o cão da morte a bafejar no meu pescoço Sinto o cão da morte a bafejar no meu percoço Sinto o cão da morte a bafejar no meu pescoço Sinto o cão da morte a bafejar no meu pescoço Sinto o cão da morte a bafejar no meu pescoço Sinto o cão da morte a bafejar no meu pescoço Sinto o cão da morte a bafejar no meu pescoço Sinto o cão da morte a bafejar no meu pescoço

Morro Morro No altar de ti

Rodas de Viriato

"Rodas de Viriato" é um blog da autoria de João Bragança. Mais do que recordar o passado de automóveis, motorizadas, autocarros, bicicletas, comboios... feitos/criados em Portugal, pretende manter viva a esperança daqueles que ousam pensar mais alto e contornar dificuldades para realizarem os seus projectos.




Continuam a chegar-nos preciosos textos e fotografias sobre "rodas" nacionais, via e-mail.
Hoje apresentamos a colaboração de Francisco Rodrigues (muito obrigado) sobre um atrelado muito especial. A fotografia está muito bem captada e o texto está 5 estrelas, ora leiam:
É um atrelado da marca Campimar, fábrica que tinha sede em Cantanhede, modelo Monsanto. Fechado, e exceptuando o ferro do reboque, tem 2,08m de comprimento e 1,50m de largura. Quando aberto, a tenda totaliza uma área de 12 metros quadrados. O ano de fabrico é 1981 e foi comprado nessa altura, novo, tendo até hoje sempre o mesmo dono. A sua estreia foi em Espanha, mas já rolou pelo Gerês, Arganil, Lisboa, bem como por quase todo o litoral continental português. Começou por ser puxado por um Fiat 127, depois por um Peugeot 305 GLD e actualmente por um Toyota Corolla. Os carros passam e o atrelado continua a bombar, ano após ano.
in Rodas de Viriato

02 agosto 2007

De gatas...

in CMVM

O Conselho de Administração da Sport Lisboa e Benfica – Futebol, SAD, ao
abrigo do Artigo 248º do Código dos Valores Mobiliários e do Regulamento da
CMVM nº 24/2000, informa que adquiriu 100% dos direitos desportivos do
jogador Luis Filipe Ângelo Rodrigues Fernandes ao Sporting Clube de
Braga – Futebol, SAD, pelo montante de € 500.000,00, tendo celebrado com
o referido atleta um contrato com a duração de quatro épocas desportivas.


Quando se pensava que tínhamos passado a marca que delimita os grandes dos pequenos...

Adenda: este vergonhoso negócio bracarense confirma-se aqui.

Quase 100 anos


Vista do Bom-Jesus, Braga, 1910


Vista do Bom-Jesus, Braga, 2007

Exceptuando o centro histórico, Braga foi construida praticamente de raiz. Mesmo admitindo a virtude de haver boa mobilidade, quase sem "hora de ponta", esta cidade deveria estar melhor estruturada urbanisticamente. Nós, bracarenses, merecíamos melhor.

Agosto, por aqui

@ Rio de Janeiro - 1985

01 agosto 2007

EN 205 (II)

Infelizmente, a asneira vai mesmo ser feita. Dinheiro mal gasto (18 milhões de euros em 4Km de estrada!) no progresso a qualquer preço.

Ditadura

A pré-época caracteriza-se, ano após ano, por uma overdose de "3 grandes". A comunicação social, serviço público incluido, apenas falam desses clubes: noticiários televisivos, Antena 1 desporto, A Bola, O Jogo, Record, maisfutebol, etc, etc. Somos obrigados a aguentar a inundação de hipotéticas transferências dessas equipas, e como se não bastasse, os canais de sinal aberto transmitem todos os seus jogos de pré-época. O resto das equipas do campeonato nacional servem apenas de figurantes, e delas nada se sabe. É revoltante este massacre (des)informativo. A RTP, que deve cumprir o serviço público, na pré-época, deveria fazer um programa semanal para dar as novidades de todos os clubes da 1ª liga, sem excepção. Assim, não há paciência.

CCCP edition



Neste marasmo sufocante da paralisação bracarense, típico de Agosto, em que as matrículas amarelas se multiplicam, há poucas novidades. O Theatro Circo, ao que parece, está fechado; o gelo estival só é quebrado pela Velha-a-Branca... mas ainda assim, achei muita piada ao novo look do nosso estimado vizinho cabeceirense. Deixo aqui uma homenagem a esse visual, que arde nos olhos.

Dios



Diego Armando Maradona acha que está na hora de assumir o comando da selecção alvi-celeste.
«Tenho muita vontade de treinar. Estive perto de dirigir a selecção depois do Mundial, mas não se concretizou. Sei que a minha hora é agora e não a quero deixar passar» declarou o astro argentino à imprensa do seu país. Maradona teme, contudo, que devido a divergências que tem com o presidente da Associação de Futebol Argentino (AFA), Julio Grondona, nunca venha a ter essa oportunidade.

O eterno 10 da Argentina assegurou não querer «substituir ninguém» e que «há que deixar trabalhar tranquilamente Alfio Basile», actual seleccionador do país das pampas. Maradona relembrou que Grondona falou com ele para ser seleccionador, mas que depois «não telefonaram mais e de repente surgiu Basile». Se nunca chegar a treinar a Argentina, «El Pibe» ficará «com uma dor na alma» porque acha que fez «tudo bem».

Maradona reconheceu ainda que o Brasil, «com o plano B», arrasou a selecção da Argentina e que pode ser o seu anunciado sucessor, Lionel Messi, a «guiar a selecção às vitórias nos próximos dez anos». O homem da «mão de Deus» não sabe se chegará ao comando da alvi-celeste, mas se o conseguir terá com certeza crédito ilimitado perante todos os argentinos.

in maisfutebol

Mais pobres...

No mesmo dia de verão perdemos dois dos mais icónicos cineastas de sempre. Que daqui para a frente tenhamos muitos como Ingmar Bergman e Michaelangelo Antonioni.

Presente