31 outubro 2007

Mudança de estratégia?

O SCB foi nos últimos 5 anos um clube que se habituou a jogar pela vitória, fosse quem fosse o adversário, e a consegui-la na maior parte das vezes. De um clube minado por presidentes que procuravam o seu próprio benefício em prejuízo da instituição, o SCB tornou-se numa ilustre vitrina de jogadores da qual, invariavelmente, saltavam para contratos muito mais atractivos no Estrangeiro ou até cá dentro. Para isso, muito contou a colaboração da empresa Gestifute, de Jorge Mendes, que ajudava o Braga a trazer jogadores para depois ganhar alguma percentagem nas vendas.
Passada a era Jesualdo, Jorge Mendes aproximou-se mais do clube. Não só geria muitos dos jogadores, como também o treinador e até o Director Executivo, naquele que tinha sido um cargo desempenhado exemplarmente por Artur Monteiro.
Mas de repente, da fartura veio a seca. Saiu Jorge Costa, saiu (ou irá sair) a sua equipa e saiu Eládio Paramés, ao que se diz, o culpado pela não obtenção do visto de Hussaine aquando da visita a Bolton.
E fica a pergunta, como é que vai ser este Braga, visto que terá chegado ao fim a ligação Jorge Mendes - Salvador?

30 outubro 2007

O senhor que se segue


Em consequência da saída de Jorge Costa de treinador do Sporting Clube de Braga, a administração do Sporting Clube de Braga Futebol SAD decidiu entregar provisoriamente o comando da equipa principal ao técnico dos juniores do clube António Caldas.

António Caldas é um técnico da “casa” que já desempenhou funções de treinador nos vários escalões incluindo a extinta Equipa B do Sporting Clube de Braga. in scbraga.com

Jorge Costa sai

A SAD do S. C. Braga prescindiu do técnico Jorge Costa.

Após o jogo com a Naval, o presidente António Salvador, reuniu-se com o técnico e depois de uma pequena conversa, comunicou-lhe a decisão, imediatamente aceite e entendida pelo treinador.

As exibições menos conseguidas e os resultados verificados, nada condizentes com os objectivos e pergaminhos do clube, estiveram na base desta decisão.

No entanto, a SAD do S. C. Braga não pode deixar de agradecer o brio profissional e a dedicação ao clube demonstrada por Jorge Costa durante o tempo em que serviu o S. C. Braga.

O trabalho da equipa foi entregue provisoriamente aos técnicos-adjuntos. in scbraga.com


Eu sempre fui um defensor do Jorge Costa e do trabalho que ele estava a realizar no Braga. Acho que, esta instabilidade bracarense está a durar tempo demais. Talvez só o Mourinho consiga pôr alguns dos jogadores do Braga a correr. O futuro adivinha-se negro.

Metro em Braga

Eu queria só referir que, em minha opinião (e concordando a 100% com o que foi dito anteriormente), o metro no Baixo Minho talvez catapultasse esta região acima da região do Grande Porto e, esta "Grande Minho" ficava em posição priveligiada para, juntamente com as áreas metropolitanas galegas, formar uma zona economicamente favorável em contexto europeu. Mas infelizmente não acredito em milagres. É difícil juntar cidades que não se entendem a nível institucional. No Minho ainda reina a mesquinhez política com laivos de messianismo e populismo e estes polos dentro de uma possível área metropolitana (Braga, Guimarães, Barcelos e Famalicão principalmente) não cederiam um milímetro por um interesse qualquer redundante pelo simples facto de que a ganhar esse tal redundante interesse ganhariam meia dúzia de votos. Eu sempre achei muita piada a estas guerras clubísticas entre Braga e Guimarães, mas sinceramente penso que está na altura de mudarmos todos (falo dos minhotos) a nossa mentalidade para sobrevivermos com a nossa força. Juntos, vamos lá. Separados, jamais alcançaremos alguma coisa. E exemplos disso não faltam.

29 outubro 2007

Vão buscar alguém que saiba!

As declarações de Jorge Costa no fim do jogo com a Naval são inacreditáveis. Mesmo para quem o tem defendido (ou para quem o tem defendido para que a turbulência em torno da equipa seja a mínima possível) isto é demais!

«Não é um resultado que me deixe satisfeito, até porque tivemos oportunidades para sair daqui com uma vitória. O Sp. Braga não conseguiu ser equipa durante os 90 minutos. Quem quer andar na alta competição tem de ser profissional durante um jogo todo. O que faltou? Não sei. Se soubesse, já tinha modificado.»

Jorge Costa, se não sabes o que fazer com a equipa que escolheste (com o maior orçamento alguma vez gasto pela direcção do SCB) faz-nos um favor e põe-te a andar!

Música e terror em noite de Halloween

Reza a História que os antigos povos celtas acreditavam que entre o pôr-do-Sol do dia 31 de Outubro e o nascer do dia 1 de Novembro ocorria uma noite sagrada em que o ‘véu’ entre o mundo material e o mundo dos mortos e dos deuses ficava mais ténue. Ora, cada vez mais ténue está também o véu que separa Portugal da celebração do Halooween, que apesar de ser uma tradição fundamentalmente anglo-saxã tem tido cada vez mais adeptos entre nós.

[...]

- É fácil introduzir a tradição do Halloween, sobretudo anglo-saxã, num país como o nosso?

- Em Portugal tudo é complicado. Houve alguém num fórum que estranhou criticamente o facto de celebrarmos a Noite das Bruxas em Portugal, porque não fazia parte da nossa tradição. Muito bem, o que fazer então? Ir tocar na procissão do adeus a Fátima ou no coreto, entre o cheiro das sardinhas, não faz nem o nosso estilo nem o dos nossos fãs. [Fernando Ribeiro, in Correio da Manhã]

28 outubro 2007

Eléctrico vs Metro de Superfície

Antes de mais, quero dizer que sou um puro defensor do melhoramento dos transportes no Baixo Minho e especificamente em Braga. Acredito que a melhoria dos transportes em Braga só será conseguida com um aproveitamento efectivo dos TUB (fazendo trajectos rápidos e frequentes, o que também implicará a instituição de faixas para autocarro) com uma conexão efectiva com o transporte metropolitano do futuro, o metro.
Como tal, fui um dos muitos que esteve na génese do debate dos transportes no Baixo Minho na blogosfera. Recentemente, Pedro Morgado, utilizando o fantástico blog Avenida Central aventurou-se numa petição, a famosa Petição pelo Eléctrico que resultou num surpreendente número de subscritores a apoiarem a iniciativa. Eu fui um dos que votei embora houvesse uma pequenina coisa que me inquietasse - será que as pessoas vão mesmo perceber a verdadeira função que se quer num eléctrico em Braga? A minha dúvida foi esclarecida pelo recente trabalho que a ComUM fez no centro de Braga que merece as minhas mais entusiásticas palmas. A maior parte dos inquiridos (se bem que a amostra seja pequena no tal trabalho) liga a imagem do eléctrico com esta (ver abaixo) canalizando os pensamentos para o eléctrico voltado para o turismo.
As respostas foram esclarecedoras com a a maioria dos entrevistados a dizer que não era uma aposta rentável e que havia muitas coisas para fazer antes, e mesmo alguns, duvidaram da função do Eléctrico como uma alternativa de transporte.
Embora ache (e seja um acérrimo defensor) do turismo como uma das grandas apostas para o futuro de Braga, creio que o eléctrico virado para o turismo não é uma prioridade, há coisas bem mais importantes a ser feitas para atrair turistas. Creio que quando se fala em Metro de Superfície as pessas associem não só esta imagem (ver abaixo) mas também como uma mais valia para eles próprios, uma maneira de se movimentar na cidade mais depressa e efectivamente.

Fiz a minha pequena experiência (que não pode ser interpretada com nenhum rigor científico) e perguntei a familiares e amigos se queriam um eléctrico em Braga e se queriam um Metro de Superfície. Fiquei surpreendido quando todos preferiram o metro de superfície, mesmo dizendo-lhes que os dois poderiam fazer a mesma coisa porque na realidade são a mesma coisa.
Este post vem alertar, portanto, que a palavra "Eléctrico" travará, concerteza, muitas pessoas de acharem esta uma prioridade para Braga. O Metro de Superfície (ou eléctrico, como lhe queiram chamar) é uma prioridade para Braga e para o Minho. Só teremos a ganhar quando tivermos uma alternativa rápida e eficaz que ligue os vários pólos populacionais do Baixo Minho, tornando a região mais interligada, mais unida e com mais pujança no contexto do Noroeste Ibérico.

Poluição



Nós somos as nossas acções.

The Miracle


"[...]The one thing we're all waiting for, is peace on earth and end to war,
It's a miracle we need, the miracle,
Peace on earth and end to war today,
That time will come, one day you'll see when we can all be frinds."

27 outubro 2007

A Terra sem o Homem


Vi esta foto no Mal Maior. Depois fui espreitar o vídeo no site do Expresso. Vale a pena ver.

Regresso


O blog cultural do Minho está de volta.

Eléctrico desejado entre os bracarenses



"...é um investimento bom, é melhor do que o que se fez no estádio de futebol quando tínhamos um estádio maravilhoso. O estádio que tínhamos, o 28 de Maio, a menina põe-se lá em cima e vê a cidade toda, ali [Estádio Axa] vê pedras."

Em grande.

26 outubro 2007

Braga fechou para obras


Sinceramente. Estou farto das obras que estão a fazer em Braga.

É inconcebível demorar tanto tempo a fazerem obras numa das principais vias de entrada ou sáida da cidade.

Parece um país de terceiro mundo. Demorar 20 minutos de Celeirós à Quinta da Capela. Nunca visto.

No outro dia estive em Espanha (Vigo) e estavam a fazer obras na estrada de noite. Dá que pensar.

Mobilidade em Braga a repensar com urgência.

O Braga como objecto de arremesso político

  • A coligação Juntos por Braga quer um centro de estágios para o SC Braga. Foi a primeira oportunidade que Ricardo Rio encontrou para surpreender Mesquita Machada que tanto usa o Braga como bandeira do (seu) sistema.
  • Mesquita, sentindo que sofre um golpe duro nada diz. Endividou-se (ou nos) com o Estádio AXA e está de mãos atadas.
  • Salvador quer comprar o terreno do amigo. O amigo é colega de direcção no SC Braga. O amigo está em tribunal relativamente ao processo BragaParques...

No meio disto tudo, o SCBraga é que fica associado ao lodo político!

O sacrifício das cebolas

Esta semana, dedico o meu espaço científico-gastronómico à razão pela qual as cebolas nos fazem chorar, quando as cortamos para fazer uma salada ou coisa assim. Espero que gostem!

25 outubro 2007

Na pista do 4º grande

Por Luís Freitas Lobo, in A Bola

Arranca em Bolton a participação do Sp. Braga esta época entre a elite europeia de clubes. É a quarta qualificação consecutiva para a Taça UEFA mas o seu presidente tem sussurrado ambições maiores. Fala na Champions, em ganhar uma Taça. Nada mais legítimo. O título já é outra questão. Para lá chegar só numa época com os três grandes todos em depressão exibicional simultânea. Não é, porém, razão para sentirem frustração. O nível que o clube atingiu nas últimas épocas tornou-o, desportivamente, o quarto grande. E, muitas vezes, a melhor resposta em Portugal à pergunta o que é jogar bem foi sugerir ver um jogo do Sp. Braga.
O clube encontra-se hoje num momento chave. Conseguir ser o quarto grande não apenas por resultados desportivos circunstanciais (como já foram, noutros ciclos, Belenenses, Boavista ou Guimarães) mas sim pelo seu estatuto como clube, independentemente de a bola entrar ou bater no poste. A recuperação económica é um facto e num futuro próximo será inevitável, pela natural erosão do tempo, viver sem a mesma mão camarária que, para o bem e para o mal, lhe balizou o destino durante três décadas. E 30 anos é muito tempo. De mais mesmo se olharmos que de património o clube nada tem. Por isso a falada Academia de Futebol (com maior ou menor especulação imobiliária) é decisiva para construir esse futuro como quarto grande num clube que sempre teve excelente formação e, paradoxalmente, andou sempre com a casa às costas para esse miúdos se treinarem.

No relvado a equipa vive ainda sem uma identidade. É verdade que o clube não pode fugir aos bons negócios mas custa ver lógica desportiva para o Braga vender e, sobretudo, comprar tantos jogadores todas as épocas. Nesta foram 16! Jorge Costa ainda não conseguiu equilibrar o onze. A equipa é forte a atacar, com extremos perigosos (Wender, José Manuel, Hussaine) no um para um e inteligentes em triangulações com a subida dos laterais (João Pereira e César Peixoto) ou em trocas posicionais com os médios de segunda linha (Jorginho ou João Pinto) servindo um bom ponta-de-lança (Linz), mas, depois, sofre muito quando fica sem bola. É esse o grande problema do actual Braga: a transição defensiva. Os laterais fecham mal em recuperação, Madrid está demasiado encostado aos centrais, Vandinho perdeu a intensidade do passado para ser o box to box defesa-ataque-defesa, ficando muitas vezes a meio caminho. Tudo isto sucede em 4x3x3 ou 4x4x2.

Como o actual momento do Boavista explica, ser o quarto grande não passa por ganhar esporadicamente um título nacional. Passa por criar bases (estruturas próprias cruzadas com gestão financeira e desportiva realista) que no futuro tornem o clube independente. Da terra ou do céu.

Mais indisciplina

João Vieira Pinto foi alvo de um processo disciplinar depois de uma saída nocturna, ocorrida na semana passada. O avançado aceitou um convite para uma festa num espaço diversão da cidade do Porto e, de acordo com a nota de culpa, infringiu o regulamento interno do clube pois a hora em que abandonou a festa foi considerada tardia.

Contudo, não é esse o entendimento do internacional português. Com efeito, João Pinto respondeu de imediato à nota de culpa e indicou testemunhas que o ilibam por completo. Fonte conhecedora do processo admitiu mesmo a Record que o caso não terá repercussões pelo que será arquivado brevemente.

Não foi, contudo, por este motivo que foi excluído do jogo desta noite. De acordo com os dados disponíveis, tal ausência deve-se a razões pessoais que nos últimos dias têm perturbado o seu estado emocional.

Na conferência de imprensa, Jorge Costa assumiu a ausência como sendo uma opção técnica, mas não a justificou, pois entende que para o fazer tinha também de explicar, por exemplo, porque excluiu o brasileiro Lenny do lote dos convocados para o jogo europeu. in Record.


Os casos de indisciplina repetem-se. Ver as exibições de alguns jogadores do Braga e somar com estes episódios, dá que pensar. Provavelmente, querem fazer a cama ao Jorge Costa.

Do marketing que não existe

Fiz há duas semanas uma visita à saboaria e perfumaria Confiança. Eles têm uma showroom onde se vê vários produtos antigos e modernos. Nos antigos, um que me chamou bastante a atenção foi um sabonete com o símbolo da Académica de Coimbra. A caixa era lindíssima. Se há coisa que a Confiança prima por um requinte inigualável, é no design dos rótulos de alguns dos seus produtos. Rótulos esses, feitos lá na fábrica, à mão, mantendo as linhas originais. O Sporting Clube de Braga podia fazer uma parceria com aquela fábrica bracarense e fazer vários produtos com a marca Sporting de Braga: sabonetes, perfumes, after shaves, pó de talco, e espumas de barbear. Fiquei a saber também que no concelho de Braga, só duas farmácias é que não têm sabonetes Confiança, com o nome da farmácia no rótulo, para oferecer aos clientes. O Braga tem que se mexer.


Adenda: Já enviei esta sugestão há alguns dias por e-mail ao departamento de marketing do SCBraga. Até hoje não obtive resposta.

24 outubro 2007

Minho Actual TV

Muita gente fala que Braga devia ter uma televisão própria, que se deveria desmarcar do Porto, do centralismo de Lisboa. Mas ninguém faz nada. Nem cria uma televisão, nem vê a que já existe.

23 outubro 2007

Tratado de Lisboa

No passado dia 20 de Outubro, pela madrugada, assinou-se um novo tratado para a "nossa" Europa dar mais um passo para ser, não uma comunidade de países, mas antes uma federação de estados à semelhança do que acontece nos Estados Undos da América. Eu, sou federalista convicto, mas arrepio-me no que à cultura concerne. Na minha opinião, cada estado, ou cada país, tem uma cultura tão forte e tão diferente, que pode ser considerada um património nacional. Ora este é o problema! É que cada país, a partir de uma certa altura (e essa altura já chegou) poderá começar a ter um processo de aculturação. Eu considero-me europeísta convicto e claro que há valores europeus em comum , mas recuso-me a diluir culturalmente com os demais da Europa. Mas verdade seja dita... também um bocado de cosmopolitice não faz mal a ninguém.