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02 fevereiro 2010

Escolas de cartão

A comunicação social tem, muito timidamente, anunciado defeitos graves nas escolas deste país já submetidas a "restauros", pondo em causa a qualidade dos mesmos. Talvez seja uma notícia que, com o passar do (mau) tempo, vá ganhando alguma força e dimensão.

02 fevereiro 2009

Mike Tyson wannabe

Esta é somente a última das histórias que ilustra os efeitos da retirada da autoridade aos professores. O aluno em causa mordeu a professora no braço quando esta o levava ao conselho directivo por ter começado a pontapear cadeiras e carteiras durante um intervalo em que estava de castigo... Se fosse um caso isolado... Mas não é! É a geração que estamos a preparar.

08 janeiro 2009

Brincadeira

Um dia destes vou pegar numa pistola de plástico e vou assaltar um banco. Se correr bem fico com o dinheiro e vou para o Brasil. Se correr mal e alguém me filmar e puser no youtube digo que foi uma brincadeira de mau gosto, toda a gente vai acreditar.

05 julho 2008

Estatística


No espaço temporal de apenas três anos, a média de matemática dos alunos internos do ensino secundário passou de 8,1 para 14 valores. Estes milagres não acontecem. Não se pode acreditar que os professores, alunos, programas e estratégias pedagógicas tenham uma metamorfose tão rápida. Isto passou-se apenas porque o governo manipulou deliberadamente os exames nacionais, tornando-os escandalosamente fáceis. Tal como noutras áreas, a única preocupação dos governantes foi tão só a estatística. A educação não pode ser violada desta forma, aliás deve ser vista como a trave mestra do desenvolvimento futuro de um país, mesmo os democráticos. No Turquemenistão, o falecido auto-intitulado presidente vitalício, Saparmyrat Nyýazow, obrigava os alunos de todas as escolas a estudar o livro Rukhnama (O Livro da Alma), de sua autoria e que exaltava os valores e pensamentos do Turquemenistão. Já faltou mais para acontecerem brincadeiras destas nas escolas portuguesas.

20 março 2008

Os pais não educam?



Infelizmente, este não é caso único.

Adenda:
entretanto o video foi retirado do youtube. Pode ver-se uma reportagem aqui.

08 outubro 2007

No Limiar das Palavras...

"Este é um espaço para os meus alunos de Português... os que o são, os que o foram... os alunos da Escola Secundária de Barcelos... (e seus amigos que, se "vierem por bem", serão muito bem recebidos!)... Poderá vir a ser um ponto de encontro, onde a palavra escrita imperará, porque acreditamos, ao contrário de Torga, que escrever não é "um acto inútil"... inútil é calar."


No limiar das palavras... é um blog criado por uma professora, Fátima Inácio Gomes, com o intuito de tornar a relação professor-aluno mais estreita e imediata, optimizando assim todo o processo ensino-aprendizagem. Esta reportagem, foi realizada por alunos de Comunicação Social da Universidade do Minho.

05 outubro 2007

On Fire

A ministra da educação deve ter as orelhas a arder depois deste belo discurso do Presidente da República. Só peca por tardio.

05 setembro 2007

Sem Adjectivação

Surge mais um caso, de pura falta de humanismo, explicado apenas numa óptica de tortura... ou talvez nem haja explicação para estes diversos tratamentos e avaliações, quase bovinos.

Os computadores não fazem milagres

Sócrates insiste em fazer de Portugal o país mais avançado do mundo, em termos de tecnologias da informação. A ideia é simples e, superficialmente, correcta. Dotar os cidadãos de literacia na informática para que possam competir com qualquer pessoa do mundo. Mas Sócrates esquece-se que com os cortes na educação está a aplicar um garrote ao país, estupidificando a juventude que hoje em dia pode passar ao sétimo ano sem fazer uma conta de dividir com casas decimais.
Em vez de gastar milhões em computadores para que as pessoas passem o tempo a ler o Mesa da Ciência, podia Sócrates contratar alguns dos 45 mil professores no desemprego! Reduzia o rácio de alunos/professores, melhorava o ensino, baixava o desmprego e ainda poupava nos subsídios de desemprego. Mas como nem todos estudamos na Universidade Independente não conseguimos seguir os raciocínios de Sócrates. A vida é lixada.

04 setembro 2007

Convalescença

Sete milhões de euros é quanto a Universidade do Minho (UM) precisa arranjar, em 2008, para não paralisar por falta de dinheiro. O reitor da UM está muito preocupado "a Universidade está a morrer mas ainda não está morta" e aponta um responsável, "o Ministério da Ciência e do Ensino Superior". As contas de Guimarães Rodrigues são fáceis de fazer: "um dos principais critérios para a atribuição de verbas é o factor qualidade e neste parâmetro a universidade tinha a receber, no próximo ano, mais 9%, cerca de 5,5 milhões de euros. Mas por causa do factor de coesão que não permite aumentos superiores a 3%, vamos apenas receber um milhão e meio de euros que não cobrem as despesas resultantes do aumento da inflação".

No dia em que deu a conhecer o relatório de uma avaliação institucional externa, o reitor aproveitou para deixar recados a Mariano Gago "Nesta altura, o Ministério está a pagar apenas 84% das despesas fixas com os funcionários públicos afectos à UM, o que nos obriga a arranjar o resto do dinheiro se quisermos manter os critérios de qualidade reconhecidos por todos". O dinheiro das propinas gasto em parte na melhoria da qualidade de ensino "não chega para tudo e a criatividade também está a atingir os limites". No entanto, o reitor afasta o fantasma dos despedimentos: "Isso não vai acontecer. Vamos fazer reajustamentos, mas não vamos despedir". A European University Association (EUA), entidade que realizou a avaliação, elogiou no relatório final a universidade bracarense. Entre outras coisas, refere que "é uma referência de ensino e aprendizagem; é um dos melhores exemplos na Europa na implementação da estrutura de Bolonha; possui uma cultura de qualidade bem assimilada e a sua internacionalização é impressionante". Os cinco membros da EUA aconselham a UM "a discutir a dimensão dos seus órgãos e das suas escolas e orientar esta discussão tendo em atenção a procura do mercado". A criação de um observatório de trajectória de carreira e promover o recrutamento de estudantes com mais de 23 anos são outras recomendações da EUA. in JN


Uma vez mais constata-se que o governo quer poupar onde não deve, mesmo em instituições de sucesso, necessárias para o desenvolvimento deste país e, elogiadas no exterior.

23 julho 2007

Informatizar as salas de aula

O Plano Tecnológico da Educação, que vai ser apresentado hoje, prevê que cada sala de aula tenha um computador, uma impressora e um projector, num investimento que ultrapassa os 400 milhões de euros.

"A concretização deste plano tecnológico vai fazer-se sentir da portaria à sala de aula, envolvendo toda a escola", disse à Lusa uma fonte oficial do Ministério da Educação (ME).

A partir do próximo ano lectivo, começará também a ser instalado um quadro interactivo por cada três salas de aula e generalizados o cartão electrónico do aluno e os sistemas de alarme e videovigilância. O cartão electrónico — já utilizado em algumas escolas — permite controlar o acesso dos estudantes ao estabelecimento de ensino e registar a assiduidade, servindo também de porta-moedas electrónico.

O plano — que será apresentado no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, numa cerimónia com a presença da ministra Maria de Lurdes Rodrigues — pretende ainda equipar as escolas com sistemas de alarme e de videovigilância, "para protecção externa e salvaguarda do investimento de que os estabelecimentos têm sido alvo", nomeadamente em material informático.

Outro dos objectivos, mas para 2010, é ter dois alunos por cada computador com ligação à Internet de banda larga.

No ano lectivo 2001/02, o rácio entre alunos e computador com ligação à Internet (independentemente do tipo de ligação) era de 17, um valor que subiu para dez no ano escolar que agora terminou.

De acordo com a tutela, o Plano Tecnológico da Educação representa um investimento superior a 400 milhões de euros, com fundos comunitários e públicos.

in Público

15 abril 2007

Abandono Escolar

"O concelho de Braga regista uma taxa de 30% de abandono escolar de crianças de etnia cigana, na sua maioria, sem completar o 9.º ano. Num total de 140 crianças inscritas na rede pública de ensino, estima-se que a sua maioria não ultrapasse o 1.º Ciclo. Uma realidade traçada ontem por Fátima Soeiro, presidente da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Braga, para quem "há necessidade de maior envolvimento das instituições no apoio à comunidade jovem cigana".

Intervindo no "Fórum Cigano", realizado no auditório da Associação de Futebol de Braga, aquela responsável referiu a importância da criação, em Braga, do Grupo para a Integração Escolar da Etnia Cigana (GIEEC), que, presentemente, tem em mãos vários projectos de inclusão de pessoas de etnia cigana, numa parceria com a Câmara Municipal de Braga, Cruz Vermelha Portuguesa, Associação "Civitas", Universidade Católica, Universidade do Minho e Agrupamento de Escolas de Lamaçães.

Um deles, no âmbito do PIEF, prende-se com a criação de cursos destinados à comunidade cigana, envolvendo 28 jovens, entre os 12 e os 16 anos, a funcionar na Igreja Evangélica, em Santa Tecla.

Na oportunidade, foi revelado que a comunidade cigana em Braga atinge cerca de 800 famílias e perto de 1200 pessoas, centradas, fundamentalmente, nas zonas das Enguardas, S. Gregório, Santa Tecla e Picoto.

A exclusão social e a falta de igualdade de oportunidades foram factores apontados para a tendência de isolamento da comunidade cigana. Por outro lado, foi defendido mais intervenção das autarquias no processo de integração das pessoas de etnia cigana na sociedade."
in Jornal de Notícias