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29 março 2007

Sondagem vs votação... Até onde devemos temer...

As notícias vindas a público desde a vitória de Salazar na VOTAÇÃO para grande português, tem posto muita gente nervosa. Notícias de movimentos de extrema direita que têm membros nas associações de estudantes, cartazes no Marques de Pombal, ...

Afirma-se que Salazar tem muitos apoiantes o que se está a tornar um problema sério para a democracia...

Para mim tudo isto é fruto de uma grande confusão entre o que é uma VOTAÇÃO e o que é uma SONDAGEM. Ou seja, coisas completamente diferentes.

Vamos aos números. A RTP lançou um programa onde as pessoas, pela quantia de 60 cêntimos mais IVA podiam ligar e votar naquele que consideravam o melhor português de sempre. Resultado, das 214972 chamadas recebidas, apenas 159 245 foram consideradas válidas. Dessas consideradas válidas, 41% (65 290) votou em Salazar e 19.1 % em Álvaro Cunhal (segundo classificado). A considerar que cada voto foi feito por uma só pessoa estamos a falar de 0.65 % da população portuguesa.

A RTP decidiu então, talvez temendo o impacto do resultado fazer uma SONDAGEM, ou seja, arranjar uma amostra representativa da população e colocar a mesma pergunta. Vamos ao resultado: Ficou em primeiro D. Afonso Henriques 21.0%, em segundo Luis Vaz de Camões 15%, e Salazar ficou em sétimo (de um total de 10) com 6.6 %. A grande percentagem de votos em Salazar (relativamente aos outros candidatos) vem de idades superiores a 60 anos...

A reparar alguns pontos: A dispersão de resultados é menor na SONDAGEM do que na VOTAÇÃO, enquanto na votação são os extremos que levam mais votos (à direita Salazar e não tão extremo mas à esquerda Àlvaro Cunhal), enquanto na sondagem a situação é mais equilibrada....

Por isso não há nada a temer estamos, tal como já tinha escrito neste blog, perante uma situação em que alguns fanáticos (talvez os mesmos das notícias de hoje) que se dedicaram a ligar (1 ou + vezes) para votarem no seu "idolo"... Tanto Cunhal como Salazar são personagens recentes por isso ainda estão vivos na mente de muitos...

22 março 2007

Pole Position


vai à frente, isoladíssimo.

04 março 2007

Salazar

"A Praça 25 de Abril e a Rua Humberto Delgado, em Santa Comba Dão, foram, ontem, durante mais de quatro horas, palco de confrontos verbais entre resistentes antifascistas que se opõem à criação do museu do Estado Novo no Vimieiro, terra natal de Oliveira Salazar, e populares que classificaram a iniciativa de "pura provocação". Vivas ao ditador, gritados por centenas de pessoas que se posicionaram na praça, cruzaram-se, durante toda a tarde, com 'Grândola Vila Morena' entoada por homens e mulheres de punho erguido e cravo vermelho ao peito."
In JN, 04/03/2007
"- O momento mais ‘quente’ da tarde viveu-se quando os resistentes antifascistas se preparavam para sair de Santa Comba Dão. Um grupo de jovens levantou os braços e fez a saudação fascista em direcção à facção contrária, gritando, ao mesmo tempo, “Viva Salazar”.
- “Santa Comba merece muito mais do que ficar no mapa turístico de saudosistas de uma ideologia repudiada e condenada pela História”, afirmou Alberto Andrade, um dos membros da União dos Resistentes Antifascistas Portugueses (URAP) que discursou na sessão pública.
- O jovem Ricardo Costa, de 24 anos, classificou de “absurda” a manifestação dos antifascistas. “Concordo plenamente com a criação do museu. Era bom para desenvolver o turismo e para ajudar a compreender a nossa História”, disse."
In Correio da Manhã, 04/03/2007

O homem ainda mexe. Depois da votação para o melhor português de sempre, a qual Salazar corre o sério risco de ganhar, eis que surje outra polémica em volta do Ditador. O museu servirá para mostrar o que foi o Estado Novo. Para o bem e para o mal. Não há necessidade de esconder o que se passou. Eu que nasci na década de 70, e não vivi esses tempos, ouço com atenção o que os meus familiares me contam sobre a vida da época, dado que tenho necessidade de aprender para me relacionar melhor com as pessoas mais velhas, e me sentir enquadrado com a sociedade. Apesar de respeitar quem sofreu e foi oprimido, acho que não devemos varrer o lixo para debaixo do tapete.
Contudo o pormenor da notícia do JN é o nome das ruas onde a acção se desenvolveu. Repararam?