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29 janeiro 2007

degelo


Ontem, num programa ambiental transmitido pela RTP N, analisava-se a situação na Costa da Caparica.
Há registos que, em 40 anos o mar avançou no máximo 410 metros (Costa da Caparica, Norte, Cova do Vapor) e na parte em que avançou menos foram 110 metros (zona do Cabo Espichel). Isto, neste intervalo de tempo é muita coisa.
Os responsáveis que por lá andam a tapar furos, prevêem depositar mais de 1 milhão de metros cúbicos de areia, num custo de 15 milhões de euros, para impedir o avanço do mar. Isto é ridículo, é um atentado à bolsa e à inteligência dos portugueses.
Foi entrevistado um professor da FEUP que disse que, para impedir o avanço do mar só há uma maneira: medidas de peso. Só que não se pense em paredões ou quebra-mar, tem que ser mesmo diques, daqueles que se fizeram na Holanda; depois destes estarem prontos, aí sim, reconstroem-se artificial e definitivamente as praias e as dunas.
Mas a situação não é grave só na Costa da Caparica. O Porto de Leixões e o Rio Douro têm contribuído para a instabilidade desde a Foz do Douro, até Espinho/Esmoriz. Basta ver a quantidade de paredões que já existem e o mar vai avançando. O Rio Douro, devido ao aumento do número de barragens, à excepção de anos de cheias persistentes como em 2000 e 2001, chega até à foz com pouquíssimos sedimentos, sendo estes necessários para estabilizar a força do mar. Prova deste dado, em parte, foi a queda da ponte de Entre-os-Rios. Outro ponto crítico é em Aveiro.
Na Indonésia, um estudo prevê que 2000 ilhas serão submersas até 2030; nas cidades mais a norte da Sibéria, o chão sustentado por imensas camadas de gelo, vai cedendo e por lá faz-se o mesmo que aqui, remedeia-se o inevitável com toneladas de areia. A água líquida ganha sucessivamente ao gelo, dia após dia.
O aquecimento global é um problema da nossa geração, quem pensa que não terá que lidar com isto desengane-se, até porque a maior fronteira portuguesa é o Oceano Atlântico.
A catástrofe está em curso.