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09 dezembro 2007

Acções precipitadas e inconsequentes

Gordon Brown decidiu boicotar a cimeira Europa-África porque nessa conferência iria estar o líder do Zimbabué, Robert Mugabe. Argumentava o Escocês que não havia espaço para lidar com ditadores e que não se sentaria à mesa com Mugabe. Vivo no Reino Unido há já nove anos e às vezes consigo compreender algumas atitudes Britânicas que aos olhos de um Português que nunca cá tenha vivido parecem incongruentes. Mas nesta situação continuo a perguntar-me:
(1) Será que não haverá mais ditadores no continente Africano que possivelmente tratam muito pior os habitantes do respectivo país? Será que Gordon Brown se sentaria à mesa com eles?
(2) Será que Gordon Brown pensa que virar as costas a todos os países Africanos irá fazer com que a situação melhore, ou que estes lhe dêm razão?
(3) Será que Gordon Brown pensa que este boicote vai melhorar a situação?
O certo é que esta atitude de Gordon Brown só facililtou a acção de Robert Mugabe no seu discurso aos presentes ao classificar a atitude dos países europeus de arrogante. Devia haver cartões amarelos na União Europeia.

18 julho 2007

Braço de ferro II



A Força Aérea Rússa negou hoje que dois dos seus bombardeiros de longo alcance tenham entrado no espaço aéreo britânico ontem, alegando que os aviões estavam em treino, sobrevoando águas de zona neutra e que o episódio nada tem a ver com a recente tensão diplomática entre Londres e Moscovo.

Os jactos da Força Aérea Real britânica interceptaram ontem dois bombardeiros Tupolev que se dirigiam, segundo dizem, para o espaço aéreo britânico. Os Tupolev, o equivalente aos B-52, ícones da Guerra Fria, terão voltado para trás antes de terem alcançado o Reino Unido.

“Os nossos aviões estavam a fazer voos planeados sobrevoando águas neutrais”, disse Alexandre Zelin, General da Força Aérea russa à agência Interfax. “Estes voos tem sido feitos e vão continuar de acordo com o nosso plano de treinos de equipas de longo-alcance”.

O incidente, que lembra os piores tempos da Guerra Fria, surge em plena crise diplomática entre Londres e Moscovo depois do Kremlin se ter recusado a extraditar o homem que é acusado de ter morto no Reino Unido o ex-espião russo Alexander Litvinenko. Como resposta Londres expulsou esta semana quatro diplomatas russos.

Os Tupolev, inicialmente destinados a largar bombas nucleares, foram depois adaptados para vigilância e patrulhas marítimas.

in Público

17 julho 2007

Braço de ferro I


Moscovo prometeu hoje uma resposta “adequada” à expulsão de quatro diplomatas russos, garantindo que “em breve” dará a conhecer ao Governo britânico a sua decisão e acusou Londres de pôr em causa a cooperação judicial entre os dois países.

“A nossa reacção será direccionada e adequada”, afirmou o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Alexander Grushko, sublinhando que Moscovo terá em conta “os interesses das pessoas comuns e dos empresários”.

Grushko falava numa conferência de imprensa, em Moscovo, mas ao contrário do que se esperava não revelou de que forma o Governo russo irá retaliar à expulsão dos quatro diplomatas da embaixada de Londres.

Ao invés, o responsável optou por fazer um conjunto de ameaças veladas ao Reino Unido, alertando para as "sérias consequências" resultantes da decisão ontem anunciada por Londres. "É óbvio que a política que tem vindo a ser seguida pelo Reino Unido vai complicar o combate ao terrorismo, às questões de segurança, que têm uma relevância vital para os dois países e para o mundo", afirmou, citado pela BBC online.

O Governo de Gordon Brown anunciou ontem a expulsão dos diplomatas, em retaliação pela recusa das autoridades russas em extraditar Andrei Lugovoi, o principal suspeito pelo assassinato de Alexander Litvinenko, um antigo agente do KGB exilado em Londres, que morreu em Novembro do ano passado, envenenado com uma substância altamente radioactiva.

Grushko classificou a atitude do Governo britânico de “imoral” e “provocadora”, sustentando que a Rússia está a ser “injustamente punida” por se ter limitado a cumprir a Constituição do país, que proíbe a expulsão de qualquer cidadão nacional para ser julgado em países terceiros.

O responsável acrescentou que se o seu país tivesse expulsado quatro diplomatas por cada uma das 21 vezes que a justiça britânica recusou um pedido de extradição, já teriam abandonado o país 80 funcionários.

O diferendo diplomático está a preocupar a presidência da União Europeia, tanto mais que Portugal será anfitrião, em Outubro, de uma cimeira UE-Rússia. Em declarações aos jornalistas, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, admitiu que o problema bilateral “tem repercussões a nível europeu”, razão pela qual Lisboa “acompanha com atenção o desenvolvimento da situação”. Ainda assim, Amado diz estar convicto que “não será por isso que a cimeira não se realizará”.

in Público



Este episódio pode ser o início de um conflito diplomático grave entre duas grandes potências mundiais. É uma batata quente com que a presidência portuguesa da União Europeia tem que lidar, mesmo sabendo que ambas as partes não são de trato fácil. Já não bastavam as "chatices" com Angola, ainda tinha que aparecer esta guerra fria para aquecer.

19 junho 2007

Britain's Got Talent


vídeo da meia-final

Deixo aqui o percurso vencedor de um talento que surgiu no Reino Unido, num concurso televisivo. É de ver e ficar sem palavras. Absolutamente brilhante!!

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