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09 fevereiro 2008

Globalização

A Premier League anunciou ontem que está a pensar seriamente em fazer 11 jogos por temporada fora do Reino Unido, em sítios como Médio Oriente, China e Estados Unidos. O jogo reverterá para os dois clubes mas para o clube da casa em especial, uma vez que perderá as receitas que originaria em casa.
Se bem que concordo que é uma maneira de levar aquele que é o melhor futebol do mundo para os fãs distantes tenho que dizer, a título pessoal, que me parece uma ideia ridícula. O futebol é mais do que dinheiro. O futebol é o factor casa, são aqueles adeptos que quer chova, neve ou faça sol estão ali nas bancadas a gritar e a sofrer pela equipa.
Levar esta acção adiante é não só corromper a ideia básica de uma liga em que metade dos jogos são jogados fora e metade em casa, é também admitir que nos dias que correm o dinheiro compra tudo, até os princípios básicos que uma competição tem.

26 dezembro 2007

"Absolutely Fabio"

Peço desculpa pelo anglicismo do post mas é engraçado. Os Ingleses vivem mesmo na esperança!


"Italy has fabulously enriched our national culture: Roman roads, central heating, the Renaissance, Lavazza coffee... The list is endless. But we have another reason for embracing the import of Fabio Capello as England's football manager. We are copying Italy's revolving-door approach to leadership. Since 1945 our national coach has been replaced 13 times, catching up with Italy's score of 15. Meanwhile, Italy has changed Prime Minister 37 times, against Britain's 12. But Italy has won two World Cups - one per 7.5 managers and 18.5 PMs. Using a complex politico-football algorithm, we can calculate that, if the British government collapses five times and Capello is not sacked, England are a shoo-in to win the 2018 World Cup. We live in hope."
in BBC Five Live

26 fevereiro 2007

Racismo? Não, obrigado

Um estudo feito no futebol profissional inglês, revelou que um em cada quatro jogadores é negro; um em cada 30 treinadores é negro; e existe um claro deficit de directores desportivos e dirigentes negros. Assim, concluíram que existe um evidente racismo institucional. Todos sabemos que neste capítulo há muitas coisas a melhorar, onde por vezes, os negros tal como as mulheres, têm que ter mérito, mas mesmo muito mérito, para alcançar certas posições na sociedade. Infelizmente isto ainda vai acontecendo, o mundo e as oportunidades deveriam ser iguais para todos. Mas, será que, naquele estudo feito em Inglaterra, o Mourinho não foi considerado “negro”? O Mourinho, o Wenger ou o Benitez, por exemplo.