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09 janeiro 2008

Ideia de Jumento

O limite máximo de circulação nas localidades vai ser reduzido para 30 quilómetros por hora. Este é um dos objectivos da Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária para os centros urbanos. in RTP

Sinceramente não consigo perceber esta medida. Os carros hoje em dia estão cada vez mais potentes, mas também mais seguros. Um condutor que queira atravessar uma cidade como o Porto, ou Braga, cumprirá a penitência da tartaruga, lentamente, entre as lombas e semáforos prometidos. Surge o problema ambiental: um carro para andar a 30 Km/h, vai no máximo em 2ª velocidade, logo, o motor aumenta bastante a rotação porque se for em 3ª, o mais provável é que "morra". Os percursos são mais demorados, os motores esforçam-se mais, as emissões de azoto e dióxido de carbono aumentarão exponencialmente. Teremos centros urbanos mais respiráveis. Claro que numa região de caos urbanístico como o Minho, é difícil definir o que são centros urbanos...
Quer-me parecer que estamos numa moda, à mais nítida maneira lusa, de proibir e castigar a torto e a direito, mas sempre no uso de leis com grandes cargas emocionais: no tabaco aqui podes fumar porque há exaustor, os metros quadrados e tal.... nas cidades diminui-se o limite para 30km/h para os kankkunens poderem andar a 60 ou 70, porque com o limite nos 50 eles andam a 80 ou 90 km/h. É que um português, mesmo com carta de condução europeia, com um volante nas mãos torna-se um bicho perigoso, uma máquina de guerra [que odeia os maus transportes públicos que o país lhe oferece fora do Porto e Lisboa, sem ironia] - se é impossível domesticás-lo, há que o enganar.... e punir, isso é sagrado.

28 abril 2007

Animais Perigosos II


"Uma mulher de 47 anos ficou gravemente ferida depois de ter sido atacada por um cão de raça rottweiler na casa onde trabalhava, em Caramos, Felgueiras, disse à Agência Lusa fonte hospitalar.

O ataque ocorreu cerca das 09:00, numa altura em que a vítima, que já lidava com o cão há uns anos, o terá agarrado para proteger dois indivíduos que se deslocaram à casa para proceder a trabalhos eléctricos. A vítima foi transportada pelos bombeiros da Lixa para o Hospital de Amarante, onde foi estabilizada, tendo sido posteriormente transferida em ambulância medicalizada para o Hospital de São João, no Porto, devido à gravidade dos ferimentos.

Segundo fonte hospitalar, a mulher sofreu ferimentos muito graves na cabeça e no rosto, nomeadamente golpes profundos no queixo e numa das vistas.

A GNR da Lixa já tomou conta da ocorrência.

O cão pertencia ao dono da quinta onde a senhora, que reside em Bouça, freguesia de Caramos, município de Felgueiras, trabalhava como empregada há muitos anos."
in RTP


Este tipo de tragédia volta a acontecer. Pelo que vi na televisão, o cão era da raça doberman e não rottweiler. Contudo, as consequências só não foram mais graves(!) devido à coragem de um electricista que foi em socorro da vítima. Já aqui falei sobre o assunto, e ao ver esta notícia cada vez mais me convenço que certas raças de cães, à falta de fiscalização das autarquias e autoridades, deveriam ser totalmente proibídas. Estes ataques continuam a acontecer e ninguém faz nada. É o infeliz e típico "deixa andar", quando se deveria rever, com responsabilidade, o conceito de animal doméstico ou de companhia.