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01 novembro 2007

Mais de 3000 no Coliseu de Lisboa


Zombies, bruxas, vampiros ou simples fãs da maior banda portuguesa de metal encheram esta quarta-feira o Coliseu dos Recreios, em Lisboa, na festa de Halloween encabeçada pelos Moonspell.

A banda de Fernando Ribeiro trouxe consigo os dois últimos trabalhos editados: "Under The Satanae" (regravação dos primeiros temas editados) e o best of "The Great Silver Eye". Tudo a postos, portanto, para um revisitar dos 15 anos de carreira dos Moonspell.

Mal se ouviu a intro do EP "Under The Moonspell", a arábica "Halla alle halla rabka halla", percebeu-se que esta seria, muito provavelmente, umas das maiores produções ao vivo da banda. No palco de dois pisos destacavam-se os três ecrãs multimédia (um gigante no cimo e dois laterais), a bateria de Mike ao centro e as três figuras, ainda na penumbra, que se iriam revelar em breve.

O vocalista Fernando Ribeiro surgiu envolto num manto negro, de ceptro satânico na mão, ladeado de duas dançarinas do ventre, enquanto que nos ecrãs surgiam imagens de um longínquo deserto. Na primeira metade do palco, o resto da banda alinhava-se, pronta para a primeira explosão da noite: "Tenebrarum Oratorium I".

O espectáculo foi dividido assim em duas partes, a primeira dedicada à interpretação integral do primeiro EP dos Moonspell, da demo tape "Anno Satanae" e de "Serpent Angel", tema de 1992, quando a banda ainda dava pelo nome de Morbid God.

Os 10 temas seguintes ficaram guardados para uma passagem pelo historial musical da banda, embora mais focado no primeiro álbum "Wolfheart", no sucessor "Irreligious" e no mais recente registo de originais, "Memorial", editado em 2006. E foi aí que o público se mostrou mais atento e entusiasmado, com "Opium", "Luna" (com a participação de Sophia Vieira, dos Cinemuerte) e "Vampiria" a registarem alguns dos pontos mais altos do concerto.

Já no final, os 'hinos Moonspellianos' "Alma Mater" e "Full Moon Madness" levaram ao rubro os ânimos de uma plateia de mais de 3000 pessoas que se mostrou incansável no apoio à banda de Fernando Ribeiro. O vocalista dos Moonspell aproveitou todos os momentos para agradecer aos fãs, confessando mesmo que apesar de algumas dúvidas sobre a realização do concerto, valeu mesmo a pena regressar ao Coliseu de Lisboa. Para a banda e para os fãs, esta foi mesmo uma Noite das Bruxas inesquecível... in iol música




É com orgulho que leio esta notícia, mas ao mesmo tempo com pena. O Theatro Circo é demasiado precioso para receber esta banda portuguesa e o seu público, se calhar mais que o Coliseu dos Recreios. Até nos sites se descobrem logo as diferenças.


Love Crimes - Coliseu dos Recreios - 31/10/2007

21 outubro 2007

A oportunidade perdida ou a distância entre o Theatro de Circo e a população Bracarense

Ontem fui a um concerto do grupo Bajofondo Tango Club em Coventry, no Warwick Arts Centre. São talvez na actualidade o meu grupo preferido. O concerto foi fenomenal, a banda convidou o público ao palco e a última música foi tocada com cerca de 50 pessoas a dançar por entre a banda. Tive a oportunidade de trocar umas palavrinhas com Gustavo Santaoalla (ganhou o Oscar por melhor banda sonora - Brokeback Mountain) ou com Supervielle, autor do fabuloso álbum com o mesmo nome.
Pena foi que o Theatro de Circo não só não tenha atendido às sugestões dos cidadãos (não fui só eu que os recomendei) bracarenses (fechando-se nas suas ideias) e não os tenha convidado para tocar por cá. Felizmente, o Centro Cultural de Vila Flor teve a feliz ideia de colmatar esta falha incrível.

Aqui fica o testemunho de Guimarães.

11 abril 2007

Promete


Conde de Lautréamont

O site oficial dos Mão Morta estava sem actualizações há largos meses. Hoje vi que, finalmente, há novidades:

"A partir de “Os Cantos de Maldoror”, a obra-prima literária que Isidore Ducasse, sob o pseudónimo de Conde de Lautréamont, deu à estampa nos finais do séc. XIX, os Mão Morta, com os dedos de alguns cúmplices, estruturaram um espectáculo singular onde a música brinca com o teatro, o vídeo e a declamação.

Aí se sucedem as vozes do herói Maldoror e do narrador Lautréamont, algumas imagens privilegiadas das muitas que povoam o livro, sem necessidade de um epílogo ou de uma linearidade narrativa, ao ritmo da fantasia infantil – o palco é o quarto de brinquedos, o espaço onde a criança brinca, onde cria e encarna personagens e histórias dando livre curso à imaginação.

Em similitude com a técnica narrativa presente nos Cantos, a criança mistura em si as vozes de autor, narrador e personagem, criando, interpretando e fazendo interpretar aos brinquedos/artefactos que manipula as visões e as histórias retiradas das páginas de Isidore Ducasse, dando-lhes tridimensionalidade e visibilidade plástica. O espectáculo é constituído pelo conjunto desses quadros/excertos, que se sucedem como canções mas encadeados uns nos outros, recorrendo à manipulação vídeo e à representação.

Como um mergulho no mundo terrível de Maldoror, povoado de caudas de peixe voadoras, de polvos alados, de homens com cabeça de pelicano, de cisnes carregando bigornas, de acoplamentos horrorosos, de naufrágios, de violações, de combates sem tréguas… Sai-se deste mundo por uma intervenção exterior, como quem acorda no meio de um pesadelo, como a criança que é chamada para o jantar a meio da brincadeira – sem epílogo, sem conclusão, sem continuação!" in Mão Morta

Estreia no Theatro Circo, em Braga, A 11 e 12 de Maio de 2007

É um espectáculo que promete!