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14 setembro 2008

do concerto de ontem


Foto de Pedro Rodrigues

Os bracarenses peixe : avião tocaram ontem no Theatro Circo. Aproveitei para os ver ao vivo, já que no Festival de São Cláudio de Barco não consegui estar presente. Gostei de ver o pequeno auditório do Theatro Circo completamente a abarrotar. Sobre a prestação da banda, devo dizer que levei uma chapada da realidade: a música deles é realmente boa. Há ali uma conjugação de elementos que enriquecem cada canção. Desde a voz do Roni que encarna a sua poesia, passando por todos os outros músicos, que com tanta polivalência, alargam e de que maneira o domínio de acção musical desta banda. Se alguém que não perceba nada de português ouvir estes rapazes a tocar, vai sentir uma portugalidade de peso, inconfundível, quer nos acordes mais alegres, quer naqueles que nos mostram a complexidade da banal vivência e desenham ambientes nostálgicos e tristes. Arrisco que a obra de peixe : avião, poderá ser uma mensagem de Portugal para o Mundo. Saí do concerto satisfeito e, inevitavelmente, comprei o novo disco 40.02. Vale mesmo a pena.

08 setembro 2008

Cultura



Eis uma notícia da RTP que está disponibilizada no vizinho Avenida Central. A equipa organizadora do Café Scientifique revê-se inteiramente neste "movimento cultural", apesar de não referida na peça. A todos que directa ou indirectamente nos têm ajudado nesta missão, muito obrigado.

Café Scientifique Braga

31 agosto 2008

KM 0


O magazine da RTP2, KM 0, fez uma visita a algumas das bandas que habitam as bancadas do Estádio 1º de Maio. A Câmara Municipal de Braga e o baterista dos Mão Morta, Miguel Pedro, ganharam categoricamente esta aposta. Recomendo uma espreitadela atenta, aqui.

30 junho 2008

Saga


A ópera extravagante:
- na Sic
- no sapo

01 março 2008

Cultura



O blog especializado em cultura urbana ressuscitou. Nele podemos acompanhar as ofertas culturais que nos são oferecidas por esse Minho fora. De Guimarães para o mundo, o ócio fazia muita falta.

27 fevereiro 2008

Em Moscovo


"Será a primeira vez que cantarei em Moscovo. Este ano estive já na Bulgária, onde fui muito bem recebida. Na Rússia actuarei com a minha banda e irei apresentar essencialmente os temas do meu último álbum, `O coração tem três portas`", disse a artista à Lusa. Agendados estão também espectáculos noutros países, nomeadamente, dia 19, no México, no Festival Cultural de Zacatecas e dia 29 no Victoria Hall em Genebra. [...] in dulcepontes.net

A música portuguesa vai ganhando terreno fora do nosso país, mesmo sem os apoios merecidos. Estes artistas lembram os atletas olímpicos portugueses, que correm por gosto.

25 fevereiro 2008

Relembrar


Goran Bregovic, com a sua Wedding and Funeral Band, estará no próximo Sábado no grande auditório do Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães. É uma oportunidade de ouro para viajar num espectáculo de fusão musical, em que a animação estará garantida com toda a certeza. Os bilhetes custam 20 ou 25€. Lá estarei.

Myspace: www.myspace.com/goranbrego1



Ausência - Goran Bregovic - [Cesária Évora]
si asa um tivesse
pa voa na esse distancia
si um gazela um fosse
pa corre sem nem um cansera

anton ja na bo seio
um tava ba manche
e nunca mas ausencia
ta ser nos lema

ma so na pensamento
um ta viaja sem medo
nha liberdade um te'l
e so na nha sonho

na nha sonho mieforte
um tem bo protecao
um te so bo carinho
e bo sorriso

ai solidao to'me
sima sol sozim na ceu
so ta brilha ma ta cega
na se clarao
sem sabe pa onde lumia
pa onde bai
ai solidao e un sina...

23 fevereiro 2008

Sons de Vez

A 6ª edição do Sons de Vez já está em andamento. Este evento decorre no auditório da Casa das Artes dos Arcos de Valdevez, entre 1 de Fevereiro e 4 Abril.

1 de Fevereiro - Wraygunn
8 de Fevereiro - Fonzie
16 de Fevereiro - Tiago Bettencourt
22 de Fevereiro - Mazgani
29 de Fevereiro - Slimmy
15 de Março - Ramp
29 de Março - Terrakota
4 de Abril - Sean Riley & The Slowriders


[Clique na imagem para ampliar]




Ramp

16 janeiro 2008

Promete



Emir Kusturica & The No Smoking Orchestra
Dia 25 de Janeiro de 2008 - Coliseu do Porto


Plateia em Pé 27,00€
Tribuna 30,00€
Galeria/Geral 27,00€

05 janeiro 2008

Vinho dos Mortos

Armindo Pereira faz uma cova na adega para enterrar um dos mais preciosos tesouros de Boticas: o vinho dos mortos. O nome pode até parecer mórbido mas é uma marca da história do concelho.
Segundo o produtor, surgiu durante o período das invasões francesas (1807). Os invasores pilhavam tudo o que viam e os habitantes do concelho decidiram enterrar o vinho nas adegas. Quando o desenterraram, perceberam que “tinha um gás natural que era muito apetitoso”.
Armindo Pereira não sabe explicar o porquê desse gás. Só sabe que as garrafas têm de ficar debaixo de saibro, nas adegas, de meio a um ano, como manda a tradição de há dois séculos.
Por ano, Armindo Pereira enterra entre 1000 a 2000 mil garrafas, consoante a colheita.
Para ele não se trata de um negócio e sim de prazer. Como acontece quando descobre um tesouro, que é quem diz uma garrafa, que julgava que já tinha desenterrado.
“É um vinho muito levezinho, o pessoal gosta dele no Verão, principalmente”, diz orgulhoso, depois de provar a pinga.
Armindo Pereira seguiu a tradição dos pais e avós. Hoje, é das poucas pessoas em Boticas que ainda produz o vinho dos mortos. Será que este palhete, com cerca de 12 graus, vai deixar de jorrar nos copos dos amantes deste néctar?
“Enquanto for vivo, esta tradição não acaba. Eu penso que os meus filhos vão continuar, até porque já estão a aprender”.
Ao mesmo tempo, a Câmara de Boticas está a construir o Repositório do Vinho dos Mortos. Um museu vivo que pretende manter viva a tradição, que alegra a alma dos transmontanos, como Armindo Pereira. in sic


Adenda: mais detalhes aqui.

15 novembro 2007

Espaço comercial e cultural

Hoje abre a maior loja Fnac do país, em Braga. Estão com boas ideias para dinamizarem a cultura bracarense, mas falta saber se o Theatro Circo entra na onda....

04 novembro 2007

XXXI-X-MMVII Live @ Coliseu Lx




Assim começou o grande espectáculo, em que mais de 3000 pessoas imediatamente chegaram à loucura. Mas infelizmente, em Braga não há disto.

O alinhamento exposto no vídeo é:

1. Allah Akbar! La Allah Ella Allah! (Praeludium/Incantatum Solistitium)
2. Tenebrarum Oratorium (Andamento I/Erudit Compendyum)
3. (Interludium/Incantatum Oequinoctium)

4. Tenebrarum Oratorium (Andamento II/Erotic Compendyum)
5. Opus Diabolicum (Andamento III/Instrumental Compendyum)
6. Chorai Lusitânia! (Epilogus/Incantatam Maresia)

01 novembro 2007

Mais de 3000 no Coliseu de Lisboa


Zombies, bruxas, vampiros ou simples fãs da maior banda portuguesa de metal encheram esta quarta-feira o Coliseu dos Recreios, em Lisboa, na festa de Halloween encabeçada pelos Moonspell.

A banda de Fernando Ribeiro trouxe consigo os dois últimos trabalhos editados: "Under The Satanae" (regravação dos primeiros temas editados) e o best of "The Great Silver Eye". Tudo a postos, portanto, para um revisitar dos 15 anos de carreira dos Moonspell.

Mal se ouviu a intro do EP "Under The Moonspell", a arábica "Halla alle halla rabka halla", percebeu-se que esta seria, muito provavelmente, umas das maiores produções ao vivo da banda. No palco de dois pisos destacavam-se os três ecrãs multimédia (um gigante no cimo e dois laterais), a bateria de Mike ao centro e as três figuras, ainda na penumbra, que se iriam revelar em breve.

O vocalista Fernando Ribeiro surgiu envolto num manto negro, de ceptro satânico na mão, ladeado de duas dançarinas do ventre, enquanto que nos ecrãs surgiam imagens de um longínquo deserto. Na primeira metade do palco, o resto da banda alinhava-se, pronta para a primeira explosão da noite: "Tenebrarum Oratorium I".

O espectáculo foi dividido assim em duas partes, a primeira dedicada à interpretação integral do primeiro EP dos Moonspell, da demo tape "Anno Satanae" e de "Serpent Angel", tema de 1992, quando a banda ainda dava pelo nome de Morbid God.

Os 10 temas seguintes ficaram guardados para uma passagem pelo historial musical da banda, embora mais focado no primeiro álbum "Wolfheart", no sucessor "Irreligious" e no mais recente registo de originais, "Memorial", editado em 2006. E foi aí que o público se mostrou mais atento e entusiasmado, com "Opium", "Luna" (com a participação de Sophia Vieira, dos Cinemuerte) e "Vampiria" a registarem alguns dos pontos mais altos do concerto.

Já no final, os 'hinos Moonspellianos' "Alma Mater" e "Full Moon Madness" levaram ao rubro os ânimos de uma plateia de mais de 3000 pessoas que se mostrou incansável no apoio à banda de Fernando Ribeiro. O vocalista dos Moonspell aproveitou todos os momentos para agradecer aos fãs, confessando mesmo que apesar de algumas dúvidas sobre a realização do concerto, valeu mesmo a pena regressar ao Coliseu de Lisboa. Para a banda e para os fãs, esta foi mesmo uma Noite das Bruxas inesquecível... in iol música




É com orgulho que leio esta notícia, mas ao mesmo tempo com pena. O Theatro Circo é demasiado precioso para receber esta banda portuguesa e o seu público, se calhar mais que o Coliseu dos Recreios. Até nos sites se descobrem logo as diferenças.


Love Crimes - Coliseu dos Recreios - 31/10/2007

13 outubro 2007

Velha, estás de parabéns!


Depois de uns iniciais sobrolhos franzidos, sinal de desconfiança, o estaleiro cultural "Velha- -a-Branca" afirmou-se no panorama da cultura alternativa de Braga como uma estrutura onde é possível formar públicos e criadores. Foi há três anos, comemorados este fim-de-semana, que um grupo de amigos saídos do projecto "Bragatempo" decidiu passar das "palavras à acção" e acabar com a ideia instituída "de que não havia gente interessada na cidade em fazer cultura" e numa altura em que não havia Theatro Circo.

Com um público disperso e pouco desperto para as questões culturais, o estaleiro conseguiu "consolidar-se e está próximo daquilo que inicialmente foi pensado para o projecto". O presidente da Direcção da Velha-a-Branca, Luís Tarroso, realça que a intenção "não é trabalhar para massas, ao contrário do Theatro Circo, mas sim formar criadores que possam contribuir para a mudança do paradigma cultural da cidade onde existem os mesmos artistas que existiam há 20 anos", o que coloca Braga "muito atrás na política da formação cultural. Não é um erro de agora. É um erro com 30 anos de vida, tendo havido inclusive coisas importantes que se foram perdendo no tempo", como por exemplo os Encontros de Imagem.

A Direcção da "Velha" continua à espera que a administração do Theatro Circo cumpra o que prometeu há mais de um ano quando anunciou a intenção de agregar à volta da sala as associações culturais da cidade "Não estamos chateados porque a nossa vida continua, mas se prometeram ainda não cumpriram", diz ainda Luís Tarroso.

Ao contrário de Braga, vários espaços de Guimarães já contactaram com o estaleiro cultural para a celebração de parcerias. Para o futuro a aposta passa pela área do ambiente e do planeamento urbanístico. Enquanto isso, as comemorações dos três anos de vida, hoje, amanhã e domingo, contam com dois concertos de jazz, uma sessão de videojamming, um bolo de aniversário e mais algumas surpresas. in JN


Esta Velha merece muito respeito. Parabéns!

26 agosto 2007

Em Braga não há disto....

18 agosto 2007

Saudades do Deslize... II


Deslize Bar - Sé, Braga - Agosto, 2007


O Agosto bracarense é duro, muito duro. Não há nada, rigorosamente nada... o que quer que venha à cabeça está, simplesmente, fechado. Braga é, neste mês, uma cidade fantasma. Apetecível só, para os assaltantes, gatunos, ladrões, o que quer que seja, eles andam aí, à vontade. Celtic Knot (escreve-se assim?), Velha-a-Branca, nada mais há. Mas a verdadeira facada, impiedosa e certeira, foi dada no momento em que se soube que o Deslize Bar tinha fechado. Motivos? Não interessam, fechou e ponto final! Perda tão grande para Braga. Enorme e insubstituível. A igreja tem razões para comemorar, conseguiram. Décadas de história, conversas namoradas, exposições, concertos, ambiente familiar, na gíria - tudo à grande - uma véspera de natal absolutamente inesquecível... essa noite, numa consoada vulgar, foi para quem lá esteve: ritualmente gravada, carregada, no espírito e na carne. Até sempre??

23 julho 2007

Imprensa

O vocalista dos Moonspell, Fernando Ribeiro, acaba de ver publicado "Diálogo de vultos", o seu terceiro livro de poesia. À conversa com o JN, o autor disse tratar-se de "um livro com um registo muito íntimo sobre a minha relação". "É uma exposição no limite", acrescentou, confessando que chegou a hesitar antes de optar por colocar o livro no mercado "Fiquei naquela: publico ou não publico?".

"Diálogo de vultos" surge na sequência das edições de "Como escavar um abismo" e "As feridas essenciais". Nascido em 1974, Fernando Ribeiro assume ter uma relação antiga com a poesia. "É uma relação quase paralela com o começo da banda. Os Moonspell movem-se num universo do metal que tem uma componente literária muito forte e que sempre foi trabalhada por citações de autores". Mas frisou "É claro que não fomos nós que inventamos isto. Sempre houve muito essa faceta literária que me atraiu no heavy metal". Todavia, Fernando Ribeiro assume que nos primeiros tempos "tinha uma certa timidez em publicar poemas".

Os Moonspell existem há 15 anos e são uma das bandas portuguesas que goza de maior sucesso além-fronteiras. Apesar de cantarem em inglês, os seus discos foram amiúde influenciados por escritores portugueses.

O famoso single "Opium", por exemplo, é assombrado pelo "Opiário" de Álvaro de Campos. Fernando Ribeiro é o primeiro a assumir que o heterónimo de Pessoa teve - e tem - um profundo impacto na sua obra. Mas não só "Gosto muito da poesia do Al Berto e recentemente descobri Catarina Nunes de Almeida, uma autora nova que tem um livro fantástico", confessou. Todavia, Fernando Ribeiro considera que a sua minha grande influência poética "por acaso até nem é portuguesa; é um autor espanhol: Justo Jorge Padrón". Pelo meio, contam-se colaborações com o escritor José Luís Peixoto, a quem Fernando Ribeiro não poupa elogios.

Comparando as letras dos Moonspell com os seus livros poemas, o artista considera que "a contaminação dos dois mundos é muito mais interessante do que eu poderia prever". E explicou "Estamos agora compor um disco novo e o sentido das minhas letras, que antes era muito épico, mudou-se para um coisa mais fechada, mais íntima".

in JN


Esta notícia, tanto para mim como para os leitores deste blogue, não é novidade nenhuma. Ontem à noite, a Antena 3 também emitiu uma hora de entrevista, sobre o livro citado, bem como o futuro dos Moonspell. Há alguns indícios mediáticos no país natal desta banda, mas só depois de 15 anos de carreira, uma entrada directa para o 1º lugar do top nacional (2006), melhor banda portuguesa da MTV e, nesta altura, em que o vocalista lança o 3º livro de poesia. Pelo meio fica também a edição inédita em Portugal de um disco (The Antidote) em conjunto com o livro Antídoto de José Luís Peixoto. Mas há mais entrevistas, feitas e por fazer.

adenda: a quem quiser ouvir a entrevista de ontem na Antena 3, aqui.

15 junho 2007

Vilar de Mouros 2007 cancelado


“Comunicado à imprensa e a todos aqueles que sentem este festival como seu”

A Portoeventos e a Junta de Freguesia de Vilar de Mouros decidiram, com profunda tristeza e após análise cuidada da situação, pela não realização do Festival de Vilar de Mouros em 2007.

Apesar do seu lugar ímpar na história da música e dos festival em Portugal, merecedor, ainda há bem pouco tempo, de um extenso documentário na RTP sobre os 35 anos de festivais em Vilar Vilar de Mouros, apesar de ser unanimemente considerado como um dos mais importantes festivais que se realizam em Portugal, o Festival de Mouros, em vez de ser fortemente incentivado e apoiado, como seria normal, pelo que significa para todo o concelho é, ao contrário, objecto de um incompreensível alheamento ou mesmo marginalização por parte da Câmara Municipal de Caminha.

O sonho último do seu criador, o saudoso Dr. António Barge, era a promoção de uma freguesia e, através dela, de toda uma região, encontrando na música o veículo ideal para fazer sair do anonimato uma parte do país e valorizadas pelas suas gentes, cultura e paisagens, mas ignorada pelos poderes instituídos. E conseguiu-o. Vilar de Mouros, Caminha e todo o Alto Minho devem-lhe uma boa parte da projecção que alcançaram a nível nacional e mesmo internacional. Até por isso e em respeito pela sua memória este Festival deveria merecer outra atenção.

Apesar do interesse e do forte empenho de múltiplas entidades e personalidades da região, o mais mítico festival do país apenas teve, desde a sua criação, em 1971, até 1999, duas outras edições: em 1982 e 1996. A época era outra, não havia patrocínios e o saldo final, em termos financeiros, não encorajava em nada a realização de novas edições.

Até que, a partir de 1999 e no âmbito de um protocolo de seis anos celebrado entre a Junta de Freguesia e duas empresas promotoras, sendo uma delas a Portoeventos, foi possível criar um grupo de trabalho equilibrado e empenhado em reeditar este prestigiado festival, conferindo-lhe estabilidade e periodicidade anual. Foi um período de saudável mobilização institucional, com Junta de Freguesia, Câmara Municipal, Região de Turismo do Alto Minho e outras entidades a trabalharem em consonância.

A população local sentia-se orgulhosa e cooperativa. O Alto Minho, Caminha e Vilar de Mouros apareceram nos telejornais, encheram páginas e páginas de jornais e as rádios “tocavam” Vilar de Mouros. Pela primeira vez foi possível concretizar uma série continuada de edições com sucesso e muito poucos eram aqueles que se preocupavam com alguns custos, financeiros ou pessoais, que um evento desta envergadura sempre acarreta.

Todavia, desde a edição de 2005, a situação alterou-se profundamente. A partir daí e apesar dos nossos sucessivos apelos, nunca mais a Sra Presidente da Câmara Municipal acedeu a receber a Junta de Freguesia ou a Portoeventos. Mais, apesar de afirmações públicas em contrário, o município vem assumindo ultimamente atitudes que configuram já, mais do que alguma frieza ou distanciamento, verdadeira hostilidade para com Vilar de Mouros e o seu Festival. Ou que de outra maneira se pode interpretar que haja atrasos desesperantes na simples concessão de licenças, entraves múltiplos em questões vitais de ordem logística e nem uma palavra sobre o Festival apareça na Agenda Cultural da Câmara do mês de Julho do mesmo ano?

Assim, não. O Festival é um barco demasiado grande para que nos possamos dar ao luxo de remar um para cada lado. Estamos a 13 de Junho, a pouco mais de um mês da edição programada para 2007 e a Câmara nem sequer responde às cartas registadas que a Portoeventos lhe enviou. Neste contexto não há, portanto, condições para avançar.

A Portoeventos e a Junta de Freguesia têm de lamentar profundamente que, ao contrário de muitos outros municípios, onde se investe, se dinamiza e se acarinha este tipo de acontecimentos, Vilar de Mouros, o primeiro dos festivais portugueses, seja tratado desta maneira pela Câmara Municipal de Caminha.

Mas não é o fim. Trata-se apenas de uma interrupção. Vilar de Mouros é eterno. Pela nossa parte estamos dispostos a tudo fazer para que o festival possa ser retomado já em 2008. Começando pela renegociação dos compromissos entretanto assumidos para este ano e que poderão ser transferidos para o próximo de molde a não prejudicar nenhum artista, banda ou parceiro e prosseguindo com um trabalho de sensibilização de pessoas e entidades, esperamos poder anunciar, a curto prazo, boas novas.

Vilar de Mouros, 13 de Junho de 2007

A PORTOEVENTOS

A JUNTA DE FREGUESIA

in Jornal de Notícias

Eis mais um exemplo de guerrilha política entre, neste caso, uma câmara municipal PSD e uma junta de freguesia CDU. Isto é uma vergonha. Será que Caminha, em Julho, recebe tanta gente que para passar na marginal é preciso acotovelarem-se? Será que é inundada por milhares de turistas? Ou isso só acontece por causa e durante o festival? Mais uma prova que o poder autárquico é dos maiores cancros deste país desaproveitador de grandes oportunidades.

14 junho 2007

Mais apresentações


[clique na imagem para aumentar]

via Cofre Aberto


28 maio 2007

Seg, 04 de Junho, 21h30, Velha-a-Branca


"Queira o céu que o leitor, tornado audaz e momentaneamente feroz à semelhança do que lê, encontre, sem se desorientar, o seu caminho abrupto e selvagem através dos lodaçais desolados destas páginas sombrias e cheias de veneno." [primeiras linhas do Canto Primeiro]

A Comunidade de Leitores da Velha-a-Branca apresenta "Os Cantos de Maldoror" de Isidore Ducasse - Conde de Lautréamont. A sessão conta com os convidados especiais Adolfo Luxúria Canibal e Miguel Pedro dos Mão Morta.

Mais informações sobre este livro nos sites:
http://www.mao-morta.org/noticias.htm
http://www.quasi.com.pt/

A Comunidade de Leitores da Velha-a-Branca está aberta à participação de todos e tem por objectivo promover a partilha de experiências em torno de um livro/texto escolhido mensalmente pelos participantes. As sessões decorrem na Velha-a-Branca, na primeira segunda-feira de cada mês e contam com a presença de convidados especiais. A entrada é livre e não está sujeita a inscrição. Para os membros da comunidade de leitores, o livro em discussão encontra-se à venda com desconto nas EXPRESSõES-DA-VELHA (r/c da velha) e na Livraria 100ª Página (av. Central, 118)

mais info em escritocriativo.blogspot.com

in Velha-a-Branca