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31 dezembro 2008

Murmúrio MMIX



Abysmo
Men with both roots and wings
they tie us down and ask us to leave
they are teachings unheard, they are bodies on smoke

Men with both roots and wings
at a singular voice we moan
our teachings mislead, our teachings like smoke

we sleep between the storm that was
and the storm which has to come

We've learnt to learn everywhere
and the very own nature has taught us to wait
difference does sound like sin ,equality reliefs
and that fame ryhmes with hate yet everything is fair
on the intervals of your death

misguided demons or forthcoming heroes
each one with an important name
nothing else than an important name.

Men with both roots and wings
at a certain time we are one
our litlle tricks, our innocence stubborn

Men with just little wings, men with just little minds
Men with just little eyes, men with just little deeds

sleeping between the storm that was
and the wind which fails to come [(and finally)]
blow us away.

20 dezembro 2008

São Mamede

Segundo o myspace dos Moonspell, estes vão tocar no São Mamede, em Guimarães, dia 09 de Janeiro. Só por um motivo de força maior é que não estarei presente. Contudo, tenho pena que o Theatro Circo continue a ignorar a banda portuguesa mais internacional.

02 março 2008

Bregovic em Guimarães

O concerto abriu com apenas duas cantoras búlgaras, trajadas a rigor, de mão dada e sozinhas em palco. Entretanto, para espanto geral, os músicos de instrumentos de sopro, iam surgindo, um por um, entre o público. A sala que estava repleta, foi obrigada a virar-se de costas para o palco, assistindo a ritmos desconcertantes que esses músicos produziam enquanto caminhavam pelo público. É que eles estavam bem-dispostos, alegres, mas tocavam melodias belas, muito tristes, puramente fúnebres. Subiram ao palco e de seguida chegou o percussionista para os acompanhar na entrada fúnebre. O último a aparecer foi o brilhantíssimo Goran Bregovic. Já com os 10 músicos em palco, soltaram a primeira bomba de adrenalina que imediatamente conquistou o público. Era um ritmo fortíssimo, obrigatório de se dançar, algo que quem conhece de Bregovic vê que é mesmo assim, quase um exorcismo. Dezenas de pessoas saltaram das suas cadeiras e foram a correr para junto do palco. Por lá ficaram a dançar, quase que hipnotizados, até ao final do concerto. Bregovic e o percussionista, que ocupavam a parte central do palco, mantiveram um sorriso contínuo durante todo o concerto. Eles riam-se porque estavam a desfrutar em pleno, porque estavam entregues à música mas também ao público. E aqueles sorrisos pareciam também de alguém que tem consciência que está a fornecer uma droga, tipo o taberneiro que serve ao bêbado uma malga de vinho, em que apenas falta a gota que a fará transbordar. Eles sabiam desde o início que conseguiam levar a sala à loucura, eles sabiam que não ia haver uma única pessoa a ficar sentada, sem dançar. O alinhamento foi equilibradíssimo, alternando entre a festa que nos obrigava a dançar e os ritmos fúnebres, melodias que falam a linguagem da alma e atropelam o espírito. Hinos como in the death car e mesecina não foram esquecidos e esta última fez, com toda a certeza, com que as fundações do magnífico Grande Auditório do Vila Flor fossem estremecidas. Os músicos conseguiram, garantidamente, esmagar o público. Para fechar o espectáculo, e depois de insistentes pedidos da plateia, Bregovic lançou um feitiço chamado kalashnikov. Ele mesmo explicou que no seu país há muitas guerras e que morre demasiada gente inocente. A música, disse ao público [porque há músicas que falam] que apesar de martirizado, o povo dos Balcãs, faz desse cenário de guerra uma festa, vivem as suas vidas em celebração, conscientes que só vivem uma vez. Kalashnikov foi a prova da possessão geral entre o público. Dançámos, saltámos, cantámos, tal como alguns dos músicos, enquanto Bregovic cantava, com o seu copo de whisky na mão, consciente do vírus que espalhara naquela multidão. Absolutamente inesquecível. Brilhante.

Também no Ócio, a convite de Cláudio Rodrigues.




Ao vivo em Milão

25 fevereiro 2008

Relembrar


Goran Bregovic, com a sua Wedding and Funeral Band, estará no próximo Sábado no grande auditório do Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães. É uma oportunidade de ouro para viajar num espectáculo de fusão musical, em que a animação estará garantida com toda a certeza. Os bilhetes custam 20 ou 25€. Lá estarei.

Myspace: www.myspace.com/goranbrego1



Ausência - Goran Bregovic - [Cesária Évora]
si asa um tivesse
pa voa na esse distancia
si um gazela um fosse
pa corre sem nem um cansera

anton ja na bo seio
um tava ba manche
e nunca mas ausencia
ta ser nos lema

ma so na pensamento
um ta viaja sem medo
nha liberdade um te'l
e so na nha sonho

na nha sonho mieforte
um tem bo protecao
um te so bo carinho
e bo sorriso

ai solidao to'me
sima sol sozim na ceu
so ta brilha ma ta cega
na se clarao
sem sabe pa onde lumia
pa onde bai
ai solidao e un sina...

04 julho 2007

Fanfare Ciocărlia



Vêm da Roménia e vão tocar no Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, no dia 06 de Julho às 23h00. A entrada é livre.

Para abrir o apetite, aqui.



Agradeço ao
Spicka a informação.

15 março 2007

Dinamização cultural


[...] a questão relativa à Guimarães Capital Europeia da Cultura vai mais longe que equipamentos e eventos e exige, agora, novos horizontes, se não se quer ficar pelo simples marketing político. Ora, a oportunidade deveria ser aproveitada para colmatar aquela que é a principal lacuna cultural de Guimarães a produção cultural. Se atribuir uma responsabilidade destas a um município faz qualquer sentido, o que se espera é que esse local seja capaz de aproveitar a oportunidade para reflectir, aprofundar e inventar a sua identidade cultural, antes de mais através de produção cultural própria. Seria decepcionante que esta oportunidade fosse desperdiçada com meras encomendas, transformando o evento num palco abstracto e asséptico de produtos culturais, ainda que da melhor qualidade.
in Jornal de Notícias


Eis o que me parece ser uma observação pertinente. O concelho de Guimarães é bastante populoso, tal como a área metropolitana em que está inserido, logo esta é uma oportunidade para optimizar ao máximo a dinamização cultural, no que será uma descentralização na produção e oferta destes eventos. Seria muito positivo que isto se desenvlovesse com a maior antecedência, relativamente à Capital Europeia da Cultura a realizar em 2012 naquela cidade.

05 novembro 2006

Guimarães em mp3



"Serão disponibilizados leitores de MP3, no Posto de Informação Turística do Centro Histórico, com os conteúdos das visitas, da versão adulto em, Português, Espanhol, Inglês e Francês. Existe ainda uma versão para crianças, entre os 10 e 14 anos, em Português, preparada pedagogicamente tendo em conta não só a idade do público-alvo como os currículos escolares previstos para estas idades.

O serviço está disponível a partir do dia 1 de Agosto de 2006, no Posto de Turismo da Praça de Santiago, onde se inicia a visita. Os leitores de MP3, serão cedidos em regime de aluguer por períodos de 24 horas. Com um custo de utilização de 5 euros.

Os interessados devem deixar, através do seu cartão de crédito, débito ou em numerário, uma caução no valor de 100 euros que será devolvido aquando da devolução do aparelho.

Junto com o aparelho será fornecido um mapa, que acompanha a visita, indicando, devidamente legendado, onde se encontram os 61 pontos de visita da versão adultos e um outro com os 28 pontos de visita da versão criança." - guimaraesturismo.com


Devo dizer que esta ideia agrada-me bastante. É uma óptima maneira de poder conhecer uma cidade seguindo as sugestões do posto de turismo e usando as novas tecnologias. Deviam também disponibilizar o ficheiro no posto de turismo ou mesmo online, a quem tem o seu próprio leitor de mp3, para tornar o processo ainda mais prático e evitar cauções e pagamentos.
Como exemplo negativo, ainda há pouco tempo fui ao posto de turismo de Braga com o Girino, para levar mapas e panfletos para o seu amigo brasileiro e qual não foi o nosso espanto quando a senhora nos disse qua não havia desdobráveis em inglês, havia apenas em português e francês. E o pior é que estes na primeira página tinham a palavra "Braga" ladeada por duas enormes bandeiras francesas, dando a ideia que Braga fica na França. Pequenos grandes pormenores.