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08 dezembro 2008

Oasis of the Seas

Está a ser construído em Turku, na Finlândia, para navegar nas Caraíbas e é, sem concorrência, o maior navio cruzeiro do mundo. Há quem diga que será também o melhor. Aguenta 5 mil passageiros e tem recursos que nunca mais acabam. Os ingleses já devem andar nervosos, preparando a contra-resposta...

16 outubro 2008

Outras Mesas

"Do Pocinho a Barca d'Alva", por Pedro Guimarães, no Fotocafé.

Um texto que ilustra a capacidade dos governantes portugueses em desprezarem por completo o património e o potencial turístico. Há, também, boas imagens do mesmo autor a ilustrarem o quotidiano daquela linha. Visita obrigatória.

13 agosto 2008

Reprovado

O que aqui vou contar nada tem de oficial ou de significativo em termos estatísticos. Mas dá uma imagem daquele que é o pior aspecto de Portugal.
Há já muitos anos que trago amigos estrangeiros para passar uns dias em Portugal. A reacção é invariavelmente a mesma. Adoram. Dizem que querem voltar. Pelo que me disseram gostam muito das maneiras Portuguesas, que não sendo as mais cuidadas, são as mais sinceras, gostam da comida, do sol, da cerveja e das paisagens. Quando lhes pergunto o que não gostam em Portugal é curioso. Todos me dizem que não gostam das casas de banho. Todos me dizem que acham inadmissível que um café tenha uma casa da banho que cheire pior que uma fossa. Todos me dizem que o cheiro a mijo de dias lhes dá um bocado a volta ao estômago depois de beberem umas cervejas e comerem um camarão.
Pode ser uma preciosidade mas há um ditado Inglês que diz que se queres conhecer o teu vizinho visita a casa de banho e saberás quem ele na realidade é. Os Portugueses até são asseadinhos. Mas as casas de banho, essas, são do pior que já vi, muito na linha do que encontrei em Marrocos quando lá fui (fotografia acima).

17 janeiro 2008

Tragédia anunciada

A secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, admitiu hoje que a construção da Barragem projectada para o rio Tua poderá levar ao encerramento da linha ferroviária que serve aquela região.
O concurso para a construção da barragem, projectada para a zona onde o Tua desagua no rio Douro, está prestes a ser lançado e os estudos prévios já foram alvo de discussão pública.
Esses estudos confirmam que, independentemente da cota que vier a ser decidida depois de feita a avaliação ambiental, os últimos quilómetros da linha do Tua ficarão submersos. [...] in público


Num país desenvolvido, que tivesse a consciência do seu potencial turístico, além de Lisboa Porto e Algarve, este tipo de catástrofe irreversível não aconteceria. Nunca.

01 dezembro 2007

Braga à Mesa

A apresentação do evento e lista dos restaurantes aderentes, aqui.

via
Município de Braga

Turismo


Azibo - Macedo de Cavaleiros - foto de Pedro Guimarães


Algumas aldeias transmontanas desertificadas reúnem condições para dinamizar um novo conceito turístico de recriação de épocas históricas ou ambiências capaz de impedir que se transformem em meros vestígios arqueológicos.

A ideia é defendida pelo arqueólogo Luís Pereira, da extensão de Trás-os-Montes do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR).
A região trasmontana contabiliza já alguns casos de aldeias completamente despovoadas, sendo Benrezes, no concelho de Macedo de Cavaleiros, um dos mais emblemáticos. O anterior bispo da Diocese de Bragança-Miranda, D. António Rafael, recorria a este exemplo frequentemente na sua luta contra a desertificação do Nordeste, pedindo para que não se permitisse que a região tivesse o mesmo destino. Esta aldeia "fantasma", a meia dúzia de quilómetros da cidade de Macedo de Cavaleiros, está completamente abandonada e em ruínas. A sua história é feita de lendas de maldições que terão dizimado a população, mas, para o arqueólogo Luís Pereira, a versão mais plausível para este abandono terá sido uma epidemia. A maior parte da população terá sido afectada e a que escapou fugiu da aldeia para a povoação mais próxima de Vale da Porca ou outras. Para trás, as pessoas deixaram, há já várias décadas, as casas e os equipamentos colectivos agora em ruínas, mas ainda demonstrativos da mais pura ruralidade.
"Uma jóia" é como o arqueólogo considera Benrezes, acreditando, por isso, que das ruínas das casas e ruas muralhadas em pedra poderia erguer-se um novo conceito turístico na região, que já é aplicado em outros países. Os adeptos da natureza no seu estado mais puro teriam aqui a oportunidade de desfrutar do mais bucólico cenário, onde não se avista sequer um poste de electricidade. Os campos em volta estão lavrados e, de quando vez, é possível avistar um rebanho entre os tons da natureza junto ao rio Azibo. É numa das margens do rio que se encontra o mais importante e vistoso núcleo da aldeia com um moinho em pedra "altamente sofisticado para a época", dispondo de três mós a trabalhar em simultâneo num processo totalmente tradicional. Os balcões típicos das aldeias transmontanas, com as escadas de acesso à porta principal, ou as tradicionais manjedouras para os animais no andar inferior das casas são algumas das características presentes. Esta ambiência campestre podia ser aproveitada para fins turísticos com a revitalização da aldeia, na opinião do arqueólogo Luís Pereira. Para este técnico, outras aldeias podiam dar origem a projectos idênticos, com outras temáticas ou recriação de épocas históricas relevantes na região. [...] in RTP



Apesar de eu não conhecer a região, lendo esta notícia com atenção, parece-me que a ideia é boa. Havendo vontade política, o projecto poderá andar para a frente. A dinamização do interior do país, com a criação de estruturas para fixar populações e convidar novos habitantes, é uma preocupação que os governantes centrais e locais do nosso país deveriam ter.

02 novembro 2007

Açores em 2º


O arquipélago dos Açores ficou em 2º lugar numa votação organizada pela National Geographic Traveler, na qual participou uma equipa de 522 experts. Entre ilhas de todo o mundo, apenas fomos superados pelas dinamarquesas Ilhas Faroé.

20 outubro 2007

Melgaço


Visitar: Esta vila cercada por muralhas no reinado de D. Afonso III, tornou-se famosa pela sua resistência patriótica durante a Guerra Peninsular. Castelo (séc. XII), igreja matriz (séc. XIII). Antigas casas e palácios na parte zona da cidade. Casa dos Castros, Torre do Fecho. São Gregório: Igreja de Nossa Senhora da Orada (séc. XIII). Solar do Alvarinho (edifício seiscentista)

Museus: Núcleo museológico na torre do Facho.

Feiras: Feira do Alvarinho e do Fumeiro/Feira Mostra dos Produtos Locais (no final do mês de Abril).

Arredores: A 2Km na direcção O, estância balnear de Peso de Melgaço (aberto durante o verão). A 5Km a E. da vila, em Fiães, mosteiro cistercience (séc. XII). Castro Laboreiro: Ponte Céltica de Pontos, Castelo e Ponte e Moinho da Assurreira (séc. XIII). Paderne: Igreja Paroquial (séc. XII). Parque Peneda Gerês. Estrada Turística que liga Castro Laboreiro-Peneda-Soajo. Prática do desporto aventura: caminhadas, rapel, slide, BTT e rafting (descida do Rio Minho).

Gastronomia: Cabrito assado no forno de coser o pão; lampreia, com arroz, à bordaleza, frita com ovos, trutas do rio Minho abafadas; sarrabulho; caldo de farinha, grelos com rojões; bola da frigideira; bolo da pedra; arroz de cabidela; água d'unto. Docaria: bucho doce, migas doces, pastéis mimosos.

Informação de Turismo: R. da Loja Nova. Telf. 251 402 437

in Guia Repsol Portugal 2004-2005

Também no BlogMinho

07 setembro 2007

Explorar o nosso passado

via Bracarae Avgvste

O autor deste blog de grande qualidade dá-nos uma ideia de como valorizar o nosso património e a nossa história dum modo de turismo que não aquele das pints de cerveja e dos camarões gigantes (refiro-me, obviamente, aos turistas Ingleses e não aos saborosos crustáceos). Mais do que turismo seria honrar o desejo de D. Diogo de Sousa que delimitou a área da colina da cividade como área a não construir. O lóbi do betão acabou por imperar...

veja aqui

20 agosto 2007

Há tanta praia bonita em Portugal


Ao ver notícias como esta, cada vez mais me convenço que as praias portuguesas são do melhor que há neste mundo. O Turismo de mar em Portugal, sem estas catástrofes naturais, deveria estar muito mais optimizado. Por outro lado, faz-me um bocado de confusão ver os portugueses investirem tanto em férias naqueles sítios, longe e instáveis.

21 julho 2007

Não há mais praias? Fazem-se novas! (II)



Alá quer, o Sheik sonha, a obra nasce. Assim poderia ser adaptado um dos mais famosos versos de Fernando Pessoa, de forma a caracterizar todas as portentosas alterações paisagísticas e sociais que os Emirados Árabes Unidos têm sofrido nas últimas décadas. Sobretudo os seus dois mais importantes estados, Abu Dhabi, a capital, e, claro está, o Dubai, que se tornou um dos mais luxuosos locais turísticos do mundo. Quem já não ouviu um sem-número de notícias sobre os megalómanos projectos das arábias? Mas será que esta é uma sociedade assim tão excêntrica? Mil vezes sim. Chega-se a esta conclusão ainda no ar, quando, através da janela, se avista o Golfo repleto de petroleiros, de paquetes e de centenas de arranha-céus que, literalmente, brotam da areia do deserto.

Sempre que se vai a um país do Médio Oriente entra-se num universo singular, mas aqui fica-se com a inabalável certeza de que presenciamos uma realidade única, que dificilmente terá paralelo em qualquer outra parte do mundo. Tudo se transforma, tudo se mistura e nunca se chega a perceber muito bem onde começa a realidade e acaba a ficção. Quem espera ver muitos árabes, esqueça. São poucos, apenas 17% dos cerca de quatro milhões de habitantes do país. O “resto” são turistas, homens de negócios oriundos de todo o mundo – cerca de 180 nacionalidades, atraídos pela pouca burocracia e baixas taxas oferecidas – e muitos paquistaneses, indianos e filipinos, os empregados de serviço e as mãos necessárias para colocar de pé todos as megalomanias. Esqueçam também aqueles que pensam ver uma sociedade ideologicamente próxima da ocidental, em que as mulheres muçulmanas se emanciparam.

O que se vê é surpreendente e sociologicamente muito mais complexo. A maioria da população feminina continua a tapar o corpo e a usar o omnipresente véu (hijab), mas, na intimidade, escondem-se representações plenas do termo fashion victim, ostentando malas, sapatos, telemóveis de luxo, e um olhar lânguido caprichosamente pintado. Sentem-se os “petrodólares” por todo o lado. Nas pessoas, nos edifícios, no parque automóvel. Sucedem-se os Rolls- -Royce, Porsche, BMW, Corvette e muitos outros automóveis topo de gama. Nota-se a obsessão pelo registo da patente do “maior” ou “melhor”. Os maiores edifícios, os melhores hotéis, os maiores e mais diversificados malls, isto é, centros comerciais. O país é, aliás, um convite irresistível aos shopaholics. Todos os produtos são livres de impostos, as principais marcas internacionais estão presentes e os diamantes e ouro estão exposto na montra, com a mesma quantidade e diversidade com que os legumes do dia estão expostos no mercado. É também no Dubai que se situa o maior souk de ouro do mundo – com mais de duas centenas de lojas de dourados produtos. Mas como é que o local, onde até há poucas décadas os seus habitantes viviam da pesca e passeavam os seus camelos pelo deserto, se transformou nesta faustosa passerelle de vícios e virtudes? A história diz que o pontapé de saída foi dado em 1971, quando os sete pequenos estados se uniram – todos juntos, são, ainda assim, mais pequenos que Portugal! –, e formaram os Emirados. Os locais defendem que a evolução se deveu à visão, inteligência e humanidade do Sheik Maktoum bin Rashid

Al Maktoum, o homem que até 2006 foi o primeiro-ministro do país – o irmão sucedeu-lhe após a sua morte –, preocupado em dar uma vida melhor aos seus conterrâneos, depois de “ter visto a luz” numa viagem que fez à Europa. Já os forasteiros preferem atribuir a obra ao petróleo, descoberto em 1966. O mais certo é que tenha sido a mistura das duas, à qual se juntou uma substancial dose de loucura, convenhamos.

A verdade é que o progresso nunca mais parou. O Dubai, cidade-estado que ocupa apenas 5% do território, foi o que mais cedo se destacou e é o que recebe o maior fluxo de turistas. Aliás, é precisamente na “Manhattan da Arábia”, como muitos lhe chamam, que se situam os maiores investimentos: o famoso hotel de sete estrelas Burj Al Arab, em forma de vela, alojado em pleno mar; a pista de ski indoor com cerca de 400 metros; o Burj Dubai, que em breve será o maior edifício do mundo, com 800 metros de altura, “apenas” o dobro do Empire State Building; um hotel subaquático, situado 20 metros abaixo do nível do mar, e com uma superfície total de mais de 100 mil metros quadrados; as ilhas em forma de mundo (The World), ou em forma de palmeira (Palm Island). Enfim, centenas de projectos, uns já em funcionamento, outros under construction, uma das palavras mais lidas e ouvidas na região.

É também no Dubai que estão alguns dos mais distintos resorts do mundo, como o Jumeirah Beach Hotel ou o Madinat Jumeirah, todos membros do mesmo grupo hoteleiro, e todos na mesma praia. Em plena costa do Golfo da Arábia, a água do mar chega a atingir os 30 graus e até as piscinas têm de ser refrigeradas. E não se preocupem aqueles que quiserem conhecer a cidade ou o estado inteiro, pois chega-se de uma ponta à outra em cerca de 40 minutos. Ah... há ainda o Dubai Creek, uma espécie de lago em que o mar entra pela cidade dentro, proporcionando imagens de uma estranha beleza, sobretudo quando se pressente o deserto ali tão perto, a pouco mais de meia hora... A mesma distância a que fica Abu Dhabi, a capital, e que representa a quase totalidade do território do país. Ainda não tem o mesmo poderio turístico do estado irmão, mas para lá caminha. Já não faltam os resorts de luxo, e magníficos hotéis, entre eles um dos mais distintos do universo: o Hemirates Palace, um sete estrelas com os tectos banhados a ouro. Em construção estão igualmente o Louvre Abu Dhabi e o Guggenheim Abu Dhabi, que tentam responder a todos aqueles que acusam o país de apenas apostar na ostentação e não na cultura. Quando pararão estes árabes? Ninguém sabe. Talvez só os deuses... ou, provavelmente, nem eles.

in Rotas e Destinos

16 julho 2007

Green Wine ou o amadorismo atroz do Turismo de Braga

Foi com espanto que vi hoje, no Turismo de Braga um papel a dizer Green Wine - Tasting wnd Floor. Muitos dos leitores provavelmente não saberão que o vinho produzido no Noroeste Português é conhecido no estrangeiro como Vinho Verde, muito por culpa do Mateus Rosé que durante muitas décadas se disfarçou de Vinho Verde mas o Turismo deveria saber. Esta é só uma mostra do amadorismo atroz do Turismo de Braga e explica talvez porque em Braga se vêm tão poucos turistas...

11 julho 2007

Cabeceiras de Basto



"[...] Que sirva, pelo menos, para despertar alguma curiosidade..."

05 novembro 2006

Guimarães em mp3



"Serão disponibilizados leitores de MP3, no Posto de Informação Turística do Centro Histórico, com os conteúdos das visitas, da versão adulto em, Português, Espanhol, Inglês e Francês. Existe ainda uma versão para crianças, entre os 10 e 14 anos, em Português, preparada pedagogicamente tendo em conta não só a idade do público-alvo como os currículos escolares previstos para estas idades.

O serviço está disponível a partir do dia 1 de Agosto de 2006, no Posto de Turismo da Praça de Santiago, onde se inicia a visita. Os leitores de MP3, serão cedidos em regime de aluguer por períodos de 24 horas. Com um custo de utilização de 5 euros.

Os interessados devem deixar, através do seu cartão de crédito, débito ou em numerário, uma caução no valor de 100 euros que será devolvido aquando da devolução do aparelho.

Junto com o aparelho será fornecido um mapa, que acompanha a visita, indicando, devidamente legendado, onde se encontram os 61 pontos de visita da versão adultos e um outro com os 28 pontos de visita da versão criança." - guimaraesturismo.com


Devo dizer que esta ideia agrada-me bastante. É uma óptima maneira de poder conhecer uma cidade seguindo as sugestões do posto de turismo e usando as novas tecnologias. Deviam também disponibilizar o ficheiro no posto de turismo ou mesmo online, a quem tem o seu próprio leitor de mp3, para tornar o processo ainda mais prático e evitar cauções e pagamentos.
Como exemplo negativo, ainda há pouco tempo fui ao posto de turismo de Braga com o Girino, para levar mapas e panfletos para o seu amigo brasileiro e qual não foi o nosso espanto quando a senhora nos disse qua não havia desdobráveis em inglês, havia apenas em português e francês. E o pior é que estes na primeira página tinham a palavra "Braga" ladeada por duas enormes bandeiras francesas, dando a ideia que Braga fica na França. Pequenos grandes pormenores.