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07 dezembro 2008

Jerusalém de Romeu [I]


Esta é uma aldeia do concelho de Mirandela. De lá, chegou a notícia que o melhor azeite do mundo é feito naquelas terras. Por lá, passava uma locomotiva a vapor, da Linha do Tua, no trajecto Mirandela - Bragança, actualmente desactivada. Então, na década de 70, diz-se que vinham fotógrafos de toda a Europa, deslumbrados pelo comboio que atravessava a magnífica ponte da Assureira. A ponte, conservada, ainda está de pé, sólida, mas do comboio nem um fantasma. O repórter da Sic, Mário Augusto, no programa "Ir... é o melhor remédio", foi visitar esta localidade e terminou o magazine com uma frase forte, mas verdadeira:

"Só lhes digo que mete dó, ver estas linhas desactivadas, que podiam e deviam, ser recuperadas para o turismo."


©James M Jarvis

28 outubro 2008

3º mundo? Somos nós!


O Ministério das Obras Públicas Transportes e Comunicações publicou no seu sítio o relatório final com as causas do último acidente do Tua. Assim, as más condições da via bem como problemas nos amortecedores da auto-motora e falta de lubrificação, foram os motivos principais para a última tragédia. Conclui-se também que há travessas na via que não são mudadas há 60 anos, bem como um traçado irregular que provoca vibrações desnecessárias e prejudiciais à composição. Esperam-se duas coisas: responsabilização a quem de direito e uma intervenção profunda e séria naquela via com o objectivo da sua continuidade. De qualquer forma, já nada consegue disfarçar a vergonha de haver um país, na União Europeia do século XXI, que negligencia tão escandalosamente algumas das suas gentes e regiões.


22 outubro 2008

antiga ferrovia


[clique na imagem para ampliar]

relatório

O relatório sobre o descarrilamento da linha do Tua já saiu. Resultado: não há conclusões. A CP demite-se de responsabilidades e acusa a REFER de não fazer manutenção naquele troço específico há 15 anos. Esta, por sua vez, acusa a CP de não colocar naquela linha os comboios mais indicados. Para ficar numa igualdade, a opinião é de que houve um súbito aluimento de terra que mudou o ângulo da parabólica dos carris. Como antigamente, os vizinhos empurram o pó para a porta dos outros.

Ainda no mesmo tema, parece que a linha Pocinho - Barca de Alva vai mesmo abrir mas sem fundos europeus. Parece que vai haver financiamento autárquico por parte do governo com justificação da haver mais acessibilidade, tanto por parte do Porto e litoral, como de Espanha (que também quer abrir a linha de Salamanca até Aguiar).

20 outubro 2008

Mudanças Redutoras

Pode ler-se na última edição do quinzenário Terra Quente, uma notícia onde o presidente da Câmara Municipal de Mirandela mostra, e com razão, o descontentamento sobre a maneira como o último acidente da Linha do Tua, que vitimou mortalmente uma pessoa, está a ser tratado. Assim, expõe-se o facto de a remoção da composição do local do acidente, ter demorado uns impensáveis 52 dias, bem como todos os prejuízos óbvios inerentes ao fecho de parte da linha. Além disso, o ministro Mário Lino, comprometeu-se a anunciar o resultado do inquérito, efectuado pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, no dia 22 de Outubro. Não me acredito que este prazo seja cumprido. Além disso, a maneira como algumas regiões do país, tal como as respectivas populações, são tratadas por Lisboa, é demasiado escandalosa. Qualquer dia, teremos um aeroporto grande, um TGV, algumas auto-estradas e várias pontes no Tejo: enchemos o peito de ar e, vaidosamente, pensamos que somos um país grandioso.

16 outubro 2008

Outras Mesas

"Do Pocinho a Barca d'Alva", por Pedro Guimarães, no Fotocafé.

Um texto que ilustra a capacidade dos governantes portugueses em desprezarem por completo o património e o potencial turístico. Há, também, boas imagens do mesmo autor a ilustrarem o quotidiano daquela linha. Visita obrigatória.

25 setembro 2008

Chora Tâmega!

A apresentação está excelente e é da autoria de Dario Silva. Ver aquelas imagens e os respectivos textos, mesmo para quem não percorreu aquela linha de comboio, é sentir um murro no estômago. Perdem as populações, perde o turismo, perde o ambiente, etc. Ali mostra-se um Portugal belíssimo, mas actualmente calcado, esquecido, envenenado de alcatrão.

01 julho 2008

Ferrovia em debate na Velha

TRANSPORTE PÚBLICO FERROVIÁRIO - POTENCIALIDADES DA LINHA BRAGA-PORTO
Quarta, 2 JUL | 21h30 | org: Comissão de Utentes da Linha Braga-Porto


Pretende-se com esta iniciativa, estimular um debate aberto à sociedade civil, interpelando os especialistas desta área, bem como os responsáveis das empresas deste serviço público (CP e REFER ) acerca das potencialidades e das limitações desta Linha inserida nos comboios Urbanos do Porto. Algumas questões a levantar no debate serão: para quando viagens de comboio Braga-Porto em 40 minutos; por que razão não existem ligações diárias até às 24h; por que razão Aveiro tem o dobro das ligações ao Porto em comparação com Braga.

CONVIDADOS
.Eng.º Carlos Reis (REFER)
.Dra. Otília Queiroz e Sousa (CP Porto)

moderação - Luís Tarroso Gomes

A Comissão de Utentes da Linha Braga-Porto foi criada no dia 31 de Janeiro de 2008 na sequência de uma reunião geral de utentes dos comboios desta linha, promovida por um movimento informal de utentes.
OBJECTIVOS DO BLOG:
1. Publicar as iniciativas e as posições oficiais da Comissão.
2. Fazer o levantamento das necessidades dos utentes desta linha.

Mais info: bragaporto40minutos.blogspot.com


26 junho 2008

1979



© Olle Nevenius

Gualtar - Braga - 1979

29 maio 2008

Vergonha!

Passes sobem em todo o País excepto os sociais de Lisboa e Porto

Os títulos de transporte vão aumentar em todo o País, já a partir de Julho, à excepção de Lisboa e Porto. É que a promessa do Governo de congelar os passes, afinal, apenas se aplica às transportadoras que integram o sistema do passe social destas duas regiões metropolitanas.
Os passageiros dos transportes colectivos fora destas áreas vão ter de desembolsar mais pelos seus títulos de transporte a partir do dia 1 de Julho. A Associação Nacional dos Transportes Rodoviários de Passageiros (Antrop) fixou o aumento dos títulos em 6%. [...] in DN

As grandes áreas metropolitanas de Lisboa e Porto são a chave deste país: no olhar da malta da Assembleia da República, valem votos, os bons.

Adenda: A Câmara de Braga vai suportar um aumento de seis por cento dos passes sociais nos Transportes Urbanos de Braga. in RTP

03 abril 2008

V. N. Famalicão - Porto (a sofrer)

"[...]Precisávamos de estar no dia seguinte às 9,30, junto do Palácio de Cristal. Partimos de Famalicão, onde ambos moramos, no comboio urbano que sai às 8,23h.
O comboio, dito rápido, chegou à hora, como de costume, mas também como de costume vinha cheio de gente, parte dela a fazer a viagem em pé. O mesmo sucedeu connosco durante quase todo o trajecto. A arte nestes casos é aproveitar o momento em que alguém se levanta junto de uma paragem e utilizar rapidamente esse lugar. Entretanto, o meu companheiro de viagem que pensava ler comodamente o jornal (coisa que não poderia fazer se viajasse de automóvel) teve, muito contrariado, de desistir da ideia.
À chegada a Ermesinde, o comboio ficou ainda mais cheio sem a possibilidade de qualquer dos novos passageiros se sentar. Até Campanha, sucederam-se ainda algumas paragens com muito pouco movimento.
A chegada a Porto-São Bento ocorreu às 9,05h, conforme o horário. Ou seja mais de 40 minutos para fazer um trajecto de menos de 40 quilómetros o que significa uma média inferior a 60 quilómetros/hora. E este é um comboio rápido…
Seguramente esta é uma viagem que atrai as pessoas por necessidade, não por comodidade. Muitas mais pessoas viajariam certamente por comboio se a viagem fosse rápida e cómoda.
Não se admirem, pois, os leitores se na viagem de regresso, ao fim da tarde, tentássemos - e conseguimos - vir de automóvel, à boleia. Boleia de quem? De uma pessoa conhecida que faz o trajecto Braga-Porto-Braga todos os dias, mas desistiu de andar de comboio por causa do mau serviço prestado.
Mau serviço é a palavra. A CP e a REFER têm de perceber, cada uma nas suas funções, que para atrair um mercado vasto de pessoas que andam frequentemente de automóvel entre Porto e Braga têm de pôr em serviço comboios mais rápidos e mais cómodos.
Não se trata de suprimir, como é óbvio, os comboios que param em todas as estações e apeadeiros. Trata-se de fazer uma natural cadência de rápidos e lentos para satisfazer todos os interessados. No fundo do que se trata é de uma política de bons transportes públicos que a CP e da REFER têm de pôr em prática através de uma boa gestão.
Doutro modo continuam a prestar mau serviço."

in JN, por António Cândido de Oliveira, Professor da Univ. do Minho.


Eis um testemunho que confirma a política de monopólio a que estão sujeitos os passageiros dos comboios do Minho e Douro Litoral. Há ainda muito por fazer a norte do rio Douro.

30 março 2008

Comboio Porto-Braga

Segundo fonte da CP "foram acrescentados nove comboios diários, nomeadamente nos percursos Porto/S.Bento-Braga, mais um comboio; Famalicão - Braga mais cinco comboios; e Braga - Famalicão, mais três comboios".

"Como resposta às necessidades dos passageiros que efectuam deslocações pendulares entre o Porto e Braga, foram reduzidos os tempos de viagem em cinco ligações. Menos 10 minutos nos comboios das 07:44 e 17:13, no sentido Braga/Porto e, no sentido inverso, menos 13 minutos no comboio das 06:25, menos 16 minutos no das 07:25 e menos 9 minutos no das 18:25".

"O novo horário resulta de uma solução de compromisso de redução de tempos de percurso, entre 9 e 16 minutos, através da eliminação de paragens intermédias, colmatada com a introdução de novos comboios para manter o mesmo nível de oferta nas paragens suprimidas", acentua a empresa estatal.

Para a concretização da oferta, - acrescenta - "a unidade de comboios urbanos do Porto viu o seu parque de material automotor reforçado com quatro unidades triplas eléctricas".

A CP recorda que "a implementação de qualquer nova oferta na linha de Braga está condicionada por dois constrangimentos da infra-estrutura (troço de via única na Trofa e troço muito congestionado entre Ermesinde e Porto-Campanhã), bem como os cruzamentos de nível da linha do Minho com a linha de Guimarães, em Lousado, e com a Linha do Douro, em Ermesinde".

Acentua que "qualquer solução terá de contemplar toda a região a Norte do Douro, melhorando quer as ligações pendulares de e para o Porto, com as correspondências às viagens de Longo Curso em Campanhã, quer garantindo o serviço local ao longo das linhas, tendo em vista, nomeadamente, a melhoria contínua do serviço prestado na Linha de Braga".
Garante a CP que "não obstante estas dificuldades, novas soluções continuam a ser estudadas para toda a região a norte do Douro que inclui, obrigatoriamente, quer o serviço Urbano quer serviços Regionais da Linha do Douro até à Régua e Pocinho e da Linha do Minho até Viana do Castelo, Valença e Vigo".
As alterações introduzidas na linha Braga/Porto foram bem recebidas pela Comissão de Clientes da Linha Braga-Porto, que saudou, nomeadamente a redução para 50 minutos de uma viagem de manhã e de outra ao final da tarde. Os utentes reclamaram, sexta-feira, em conferência de imprensa, que a CP disponibilize mais dois comboios rápidos, nos dois sentidos, entre ambas as cidades, em horas de pontas. A Comissão revelou que a petição que reclama viagens em 40 minutos já ultrapassou as seis mil assinaturas. in RTP

18 março 2008

Ferrovia

“Os operadores ferroviários pagam IVA e repercutem-no no preço dos bilhetes, mas as companhias aéreas não. E o mesmo acontece nos combustíveis: os comboios a diesel pagam impostos sobre o fuel, mas as companhias aéreas não pagam taxas sobre o combustível”. [...] Os números apresentados durante o Eurailspeed, o 6 Congresso Mundial de Alta Velocidade, que termina hoje em Amesterdão, mostram que um TGV emite quatro quilos de CO2 por cada 100 passageiros-quilómetros transportados, ao passo que essa cifra é de 14 quilos num automóvel e de 17 no avião. Por outro lado, a quantidade de litros de gasolina necessários para transportar cem passageiros por quilómetro é de 2,5 no TGV, seis no automóvel e sete no avião. [...] in público

Este diferencial na taxação de impostos deveria ser revisto. Nas questões ambientais, os números falam por si.

07 novembro 2007

Transportes a sério


via metro mondego

Braga nas últimas décadas tem inchado o peito, proclamando ser a terceira cidade do país. Mais do que afirmar, é preciso demonstrar. Em Coimbra, o Metro Mondego vai ganhando forma, num traçado pensado para grande parte do distrito. Além do Metro, os troleicarros ainda circulam, com todas as suas vantagens, há 60 anos. Os cidadãos ganham e o ambiente também. Por cá, aproveitam-se ideias conforme o voto e inventam-se estudos para assentar a poeira e moldar a opinião pública. Os transportes, tal como a mobilidade bracarense, estão muito mal e a tendência é para piorar. E o Minho já não é o que era.

02 outubro 2007

820


Praça da República - Braga - 1920

"Oitocentos e vinte cidadãos subscreveram a petição pedindo o regresso do eléctrico à cidade de Braga. O prazo para assinar o documento terminou anteontem e o principal subscritor considerou que "a iniciativa teve os resultados esperados". Pedro Morgado acrescenta ainda que a petição será, agora, enviada ao presidente da Câmara de Braga", ao qual irá solicitar uma audiência, na sequência do apelo que o próprio autarca lhe dirigiu através dos meios de Comunicação Social".

Em jeito de balanço, o jovem médico recorda que, desde o início, a petição teve o apoio de vários blogues e muitas pessoas individuais "Congratulamo-nos com o alto nível da participação cívica motivado pela petição e com a qualidade do debate que se lhe seguiu, fazendo votos para que os decisores políticos a tenham em conta na apresentação das Opções do Plano e Orçamento Municipal para 2008".

O debate contou "com a participação de cidadãos dos concelhos limítrofes, tendo sido bastante consensual a defesa de um plano integrado de transportes sobre carris para o Minho que preveja, no curto prazo, o avanço de uma ligação ferroviária entre Braga e Guimarães". Acabado o tempo das assinaturas, Pedro Morgado lança vários reptos "Espero que a Associação Industrial do Minho, a Associação Comercial de Braga e a Associação Académica da Universidade do Minho ponderem e contribuam para este debate com mais ideias e propostas concretas, na defesa dos interesses que representam".
in JN

Que estas assinaturas contribuam para o crescimento do debate sério, sobre a urgente rede de transportes de carris, para Braga e para o Minho.

25 julho 2007

EN 205


Mapa do Estado das Estradas, ACP, 1972

A estrada nacional 205 liga as Terras de Basto ao mar, mais propriamente, o Arco de Baúlhe a Fão, passando por Cabeceiras de Basto, Póvoa de Lanhoso, Amares, Prado e Barcelos até chegar ao litoral. Diga-se que o troço Póvoa de Lanhoso - Cabeceiras de Basto é um desafio à condução: o piso é óptimo, mas a estrada é extremamente estreita e tem curvas que nunca mais acabam. Mas isto é um aparte. Hoje em dia já existe a auto-estrada que liga o litoral a Chaves e que tem saída no Arco de Baúlhe, e aqui é que está o problema.
O Arco de Baúlhe é uma vila do concelho de Cabeceiras de Basto. Todo o trânsito, sem excepção, que vem da auto-estrada passa numa avenida do centro do Arco, tornando esta artéria perigosa e altamente congestionada. A sede do concelho é a vila de Cabeceiras de Basto e ainda fica, no mínimo a 6 Km do Arco. O nosso governo, bem como o poder autárquico de Cabeceiras, projectaram uma via rápida para ligar a sede do concelho à auto-estrada, o que vai arrasar por completo uma paisagem lindíssima do Minho profundo.
Conheço bem aquela zona e, na minha modesta opinião, o troço da estrada nacional 205 Cabeceiras-Arco tem imenso potencial:
é uma via muito larga, com poucas curvas e grandes bermas. Em vez de se construirem viadutos, destruir paisagens, com custos económicos e ambientais elevados, deveriam apenas pôr um separador central na EN 205 e melhorar o piso. Quando muito, para descongestionar a avenida central do Arco e escoar o trânsito proveniente da auto-estrada, bastava construir uma pequena circular, no Arco, que ligasse as portagens à EN 205. Ficava o problema bem resolvido e poupava-se muito dinheiro. A autarquia, com o consentimento do governo, vai cometer um erro enorme, completamente desnecessário: os tunings e as empresas de construção agradecem, este tique de novo-riquismo.

01 junho 2007

Ferrovia Minhota


"O Minho precisa de uma nova rede de transportes ferroviários. Os objectivos da reestruturação desta rede passam por garantir: 1) maior facilidade de acesso aos grandes centros urbanos (Porto, Lisboa, Vigo, restante Galiza e Madrid), 2) ligações rápidas entre as principais cidades do Minho e o Aeroporto Internacional Sá Carneiro 3) mais rápida, segura e confortável mobilidade intra-regional.

A nova Rede de Transportes Ferroviários do Minho prevê que o comboio de alta velocidade utilize o corredor da (já existente) Linha de Braga. Esta situação levará a um ainda maior congestionamento da referida linha e dificultará a entrada em funcionamento de ligações directas entre Braga, Barcelos e Viana do Castelo. De qualquer forma, a requalificação da Linha do Minho (pelo menos até Viana) é urgente e necessária. A alta velocidade permitirá chegar, em poucas horas, a Lisboa, Madrid ou Vigo.

A ligação entre Braga e Guimarães por ferrovia (seja por comboio ou metro) deve ser uma prioridade (A). Esta linha aumentará significativamente a mobilidade intra-regional, ligando as duas maiores cidades do Minho e os respectivos campi universitários. A passagem pelo AvePark (Taipas) permitirá corrigir a inexistência de uma saída da A11 para servir aquelas populações e o emergente parque de investigação científica e tecnológica.

A ligação dos principais centros urbanos do Minho ao Aeroporto Sá Carneiro é outra das prioridades. Apesar de começar a perspectivar-se a utilização do Aeródromo de Braga para receber alguns voos internacionais, sobretudo de companhias de Low Cost, o Aeroporto de Pedras Rubras continuará a ser a referência aeroportuária da região Norte. A ligação entre Braga/Guimarães é actualmente possível seguindo de comboio até Campanhã e utilizando, de seguida, o Metro até ao Aeroporto. Em breve, será possível seguir de Metro a partir da Trofa. Estas ligações apresentam vários constrangimentos, sobretudo em termos de tempo dispendido. A solução B1 é a mais dispendiosa: prevê a construção de uma linha de comboio entre Barcelos e Esposende, com ligação a uma extensão da linha de Metro do Porto (a partir da Póvoa de Varzim). A solução B2 é a mais barata, mas elimina Esposende do mapa ferroviário do Minho: aproveitando o corredor já existente, seria reactivada (com algumas alterações) a linha Famalicão-Póvoa, permitindo criar um comboio directo entre Guimarães-Braga-Famalicão-Póvoa. Aqui, os passageiros teriam que seguir de Metro até ao Aeroporto.

A solução B3 tem um custo intermédio e serve melhor as populações de Braga, Guimarães e Famalicão. A construção de uma nova linha entre Famalicão e Pedras Rubras permitiria aos utentes do Aeroporto seguir, directamente, no percurso Guimarães-Braga-Famalicão-Aeroporto.

A mobilidade intra-urbana terá que ser incrementada com a construção da Rede de Metro de Braga (C). O Parque Urbano Norte (que se acredita seja mais que um estádio e uma piscina), a Universidade, o Novo Hospital, as estações ferroviárias, o centro urbano e as áreas residenciais densas deverão ser ligados por esta nova rede. Uma rede que poderia chegar até Guimarães (alternativa à ligação por comboio) e, numa fase mais tardia, poderá ligar Braga a Vila Verde, Amares e Póvoa de Lanhoso.

São ideias para um debate emergente. São projectos que não será possível concretizar brevemente. Mas debater/projectar/idealizar é sempre um contributo positivo."

Texto e esquema por Pedro Morgado in Avenida Central



17 abril 2007

Metro de Braga


via Avenida Cental

"Antes de mais, este mapa do metro surgiu após a iniciativa do degolador no forum skyscrapercity. Talvez não seja urgente no presente, mas com o crescimento da cidade num futuro muito próximo será. Há é apenas um esboço.

Linha Branca: TGV
A projectada linha do TGV separa-se da actual linha no terminal de mercadorias (1), daqui muito provavelmente por túnel até à provável nova estação de passageiros (7), continuando por superfície no restante vale. Isto é baseado nos traçados provisórios da RAVE .

Linha Preta: comboios urbanos
O segmento (1) terminal de mercadorias e apeadeiro de Aveleda, (2) apeadeiro Mazagão, (3) apeadeiro Ferreiros e (4) Estação de Braga é a linha já existente (Braga-Famalicão-Porto).
Dado o perfil do terreno, optei por transformar o apeadeiro Ferreiros (3) em estação, assim daqui nasciam duas novas linhas. Uma para Guimarães, utilizando o vale da Veiga, com um apeadeiro no Pinheiro do Bicho (6). Outra para Barcelos, desenvolvendo-se por Sequeira, apeadeiro de Sequeira (5), atravessando o rio Cávado na Pousa, pois a margem direita do Cávado em Barcelos é densamente povoada, ao contrário da esquerda. Apesar das linhas unirem-se na 3, os comboios devem ir até à estação de Braga (4). Por exemplo, um comboio vem de Barcelos e dirige-se até à 4, inverte marcha e desloca-se para Guimarães.

Linhas Verdes: Metro
Linha 1

-Uma das lacunas da actual linha de comboio (Braga-Porto), é a partir da freguesia de Tadim a linha, abandona o rio Este, e faz o trajecto mais curto até Ferreiros, novamente o rio Este. Se a linha acompanha-se o rio, pois o desvio é pequeno, deixava de servir Aveleda e serviria a zona industrial de Celeirós e a própria freguesia densamente povoada. A expansão para Sudoeste, a par de Mercado abastecedor do Noroeste, da zona industrial de Celeirós é inevitável. A (A) e (B) e uma remota expansão servirão esta lacuna do comboio.
-De (B) para (3) o metro terá de contornar a colina, acompanhando o rio Este. Esta zona ultimamente tem andado na mira das imobiliárias. Há uns meses atrás existiam rumores que a Sonae queria construir ali um shopping. (3) interface com os comboios, acesso ao complexo Grundig/Blaukpunt (aproximadamente 4000 trabalhadores).
-(C) Santos da Cunha, serve grande parte da freguesia de Maximinos (+10.000 hab), IEP, algumas escolas, centro de saúde, PJ, empresas, zona com média densidade em serviços e comércio.
-(D) Acesso da Linha ao centro, zona com alta densidade em serviços e escritórios, hospital, Loja do Cidadão, entidades representativas do governo, alta densidade de comércio, Escola secundária D. Maria, parte da freguesia de São Lázaro (14830 hab), etc.
-(E) Santa Tecla, zona com grande densidade em serviços, Clinica Santa Tecla, centro de saúde do Carandá (com urgências 24h), tribunal administrativo de Braga, Caixa, Escola Secundária Carlos Amarante, Escola Secundária Alberto Sampaio, Escola básica André Soares, Mercado cultural, restante parte da freguesia de São Lázaro e São Victor, ...
-(F) interface com a segunda linha, grande parte da freguesia de São Victor (25407 hab), média densidade de serviços e comércio, Gulbenkian, Complexo desportivo da Rodovia.
-(G) Universidade do Minho, Instituto Ibérico, Parte das freguesias de Tenões e Gualtar.
-(H I J) estas últimas actualmente não tem grande razão de existir. No entanto, como podem reparar, está a sofrer um grande desenvolvimento em loteamentos residências de baixa densidade. Estima-se que as freguesias evolvidas, Gualtar, São Pedro Este, Tenões e São Mamede Este dentro de poucos anos possuam cerca 20 000 hab.

Linha 2
-(7) interface com o TGV
-(4) interface com o comboio, grande densidade de escritórios, média densidade de serviços e comércio, parte das freguesias de Real e Sé.
-(K) acesso ao centro, alta densidade de serviços e escritórios, alta densidade de comércio, câmara municipal, tribunal do trabalho, centro histórico, Bibliotecas, museus, etc
-(L) central de camionagem, mercado, média densidade de comércio e serviços, serve parte da freguesia de São Vicente (12162 hab).
-(M) zona central de São Vicente, escola secundária Sá de Miranda (à cerca de 8 anos possuía mais de 6 000 alunos, era a maior do país), Colégio D. Diogo de Sousa, média densidade comercial e serviços, centro de saúde de Infias, cemitério de monte d'arcos,...
-(N) Parte norte de São Victor, BragaParque e Feira Nova...
-(F) interface com o linha 1
-(O) Lamaçães, Nogueiró, escola básica de Lamaçães, alguns serviços e comércio
-(P) Minho Center, grande densidade de comércio (Radio Popular, Media Mark, Office Center, Carrefour,...)
-(Q R S) Fraião, Nogueira, Futuro hospital privado de Nogueira, Escolas básicas de Nogueira. Tal como em Gualtar e Este, esta zona está sobre um forte desenvolvimento, principalmente em vivendas. (OFF: Ultimamente o eixo Fraião-Tenões, sob o monte do Falperra-Sameiro-Bom Jesus, tem estado sob grande pressão imobiliária para vivendas de luxo.)

Esta rede cobre parte do concelho de Braga, faltando a zona do Cávado. Esta zona é a mais importante, pois é para aqui que a cidade vai desenvolver. Segundo declarações do vereador responsável, a câmara de Braga está a elaborar o plano de urbanização para a expansão da cidade no vale do Cávado. A possível fusão dos parques industriais de Palmeira e Adaúfe (+-190 hectares) com a construção da variante do Cávado, parque tecnológico de Vila Verde e Amares (100 hectares), a expansão do parque empresarial de Frossos, DolceVita Braga (3500 empregos directos), pressão imobiliária na zona do novo estádio (Parque norte), a actual proliferação de zonas residências de baixa densidade entre Frossos, Tibães, Merlim, Prado. Perante este cenário, que soluções para o vale?? Estender uma das linhas do metro, é que no máximo (a exagerar) a linha só vai até Vila Verde (7Km) porque depois é serra, por isso comboio não é boa ideia."
por Snitrom